4 milhões já fugiram da Ucrânia, diz ONU; Mariupol ganha corredor humanitário

4 milhões já fugiram da Ucrânia, diz ONU; Mariupol ganha corredor humanitário

Ao menos quatro milhões de pessoas já deixaram a Ucrânia desde o início da invasão russa, informou a Agência das Nações Unidas para Refugiados (Acnur) nesta quarta-feira (30). O comissionário da ONU para Refugiados, Filippo Grandi, compartilhou a notícia nas redes sociais e anunciou que está na cidade de Lviv, no oeste ucraniano, para discutir como “aumentar nosso apoio às pessoas afetadas e deslocadas por esta guerra sem sentido”.

Nesta quarta, a Ucrânia fechou acordo para que três corredores humanitários fossem abertos em seu território — incluindo uma rota saindo de Mariupol, cidade portuária sitiada pelos russos até então. Os outros dois caminhos de fuga para os civis foram estabelecidos em Melipotol e entre as cidades de Enerhodar para Zaporizhzhia. Também foi acertada a entrega de ajuda humanitária a Berdyansk.

Os movimentos ocorrem um dia depois da Rússia ter decidido cortar drasticamente sua atividade militar focada em Kiev e Chernihiv, na Ucrânia. No entanto, um oficial ucraniano disse nesta quarta que “não houve regiões sem sirenes tocando” ao longo da noite no país.

Ainda na terça, em uma área residencial perto da linha de frente na parte leste da capital ucraniana, houve registro que os intensos combates continuaram nos subúrbios da cidade.

Os jornalistas puderam ouvir baques altos e frequentes de artilharia entrando e saindo. Vários sistemas de lançamento de foguetes também podem ser ouvidos esporadicamente. Em um posto de controle próximo, um membro das forças de Defesa Territorial da Ucrânia, Yuryi Matsarski, disse à CNN que os combates não diminuíram nas últimas 24 horas.

“[Houve bombardeios] o tempo todo ontem. Houve muitos bombardeios à noite e também hoje de manhã e agora, à noite”, disse ele. “Até onde eu entendo, nenhum alvo foi atingido aqui em Kiev, então nosso sistema antifoguete está fazendo o seu melhor.”

Moradores disseram suspeitar do anúncio da Rússia de que estava retirando algumas de suas forças da região, acrescentando que Moscou não era confiável.

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