04/JUL 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Revitalização e digitalização do acervo do Herbário da Ufam recebe apoio da Fapeam

Publicado em 29 de março, 2022

A coordenadora do projeto é a bióloga Maria Anália Duarte de Souza. Foto: Divulgação/Érico Xavier/Fapeam

O Governo do Amazonas além de investir em projetos de pesquisas, por meio dos programas ofertados pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), também tem apoiado estudos que visam restaurar e informatizar coleções biológicas e museus no estado. Entre eles, está a proposta de revitalização e digitalização do acervo de plantas desidratadas do Herbário da Universidade Federal do Amazonas (Huam/Ufam).

A proposta recebe apoio do governo estadual no âmbito do Programa de Apoio à Organização, Restauração, Preservação e Divulgação das Coleções e de Museus do Estado do Amazonas – Coleções Biológicas/Museus – Edital 008/2019, da Fapeam. O edital apoia com recursos financeiros e bolsas, projetos para dar suporte à organização, informatização, gestão e divulgação de coleções biológicas institucionais e de museus já existentes no Amazonas.

De acordo com a coordenadora do projeto, a bióloga Maria Anália Duarte de Souza, o objetivo da proposta é tornar disponível em meio virtual as informações sobre as plantas depositadas no herbário, por meio de um banco de dados vinculado à Rede Brasileira de Herbários.

“O banco contém todas as informações relacionadas à diversidade florística amazônica, principalmente, representada nas amostras depositadas, onde constam: informações geográficas do local de coleta, descrição da planta (forma de vida, habitat, dados de floração e frutificação etc.), taxonômicas (família, nome científico da espécie), as pessoas que fizeram a coleta e demais herbários onde duplicadas da amostra podem ser encontradas. Atrelado ao banco de dados segue a digitalização das plantas conservadas no acervo, por meio de imagens em alta resolução”, informa Maria Anália.

Foto: Divulgação/Érico Xavier/Fapeam

Com a revitalização e digitalização do acervo, vários impactos, principalmente, relacionados à função das coleções biológicas, como a flora – plantas, fungos e algas –, vão possibilitar o estudo das plantas amazônicas por toda a comunidade acadêmica, científica ou da sociedade em geral (amantes da natureza, sociedades de coleções de plantas, agricultores e afins, consultorias, institutos não governamentais ligados ao meio ambiente, legisladores etc.).

“Hoje não é publicado nenhum artigo científico sem citar o material testemunho depositado nas coleções oficiais, então, é um papel do herbário acolher, registrar e guardar esse material que comprova a identidade da planta estudada. Dessa forma, o Huam colocado em rede virtual serve aos próprios acadêmicos da Ufam, na sua formação, quanto aos usuários diversos citados, disseminando o conhecimento contido entre as paredes da coleção para todo o mundo”, disse a coordenadora.

A bióloga destaca que o apoio do Governo do Estado, por meio da Fapeam, é fundamental para as oportunidades de formação de recursos humanos e a aquisição de materiais que viabilizam o desenvolvimento dos projetos.

“Os editais são imprescindíveis para consolidar a educação científico-tecnológica, a formação de profissionais e, por fim, o desenvolvimento socioeconômico da região. Sem o apoio da Fapeam não há como avançar em qualquer área do conhecimento que gera educação, desenvolvimento e renda no Estado”, ressaltou Maria Anália.

Biodiversidade

O Herbário da Universidade Federal do Amazonas foi fundado em novembro 1979, por meio das coletas realizadas no projeto “Levantamento Fitossociológico na Estação Ecológica de Anavilhanas – AM e Ilha de Maracá – RR”, sob a coordenação do professor Alberto Knob e colaboração das biólogas Otávia Cunha dos Santos e Maria Rosalba da Costa Bilby.

O Huam está credenciado como fiel depositário junto ao Conselho de Gestão do Patrimônio Genético (CGEN), vinculado ao Index Herbariorum, ao Sistema de Informação sobre a Biodiversidade Brasileira (SiBBr) e à Rede Brasileira de Herbários. Atualmente o acervo é composto por 13 mil amostras de fanerógamas, algas e samambaias depositadas.

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