20/JUL 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

ONU aprova resolução que culpa Rússia por crise humanitária; Otan anuncia mais apoio para Ucrânia

Publicado em 24 de março, 2022

ONU aprova resolução que culpa Rússia por crise humanitária; Otan anuncia mais apoio para Ucrânia

A assembleia da ONU aprovou nesta quinta-feira (24) a resolução que responsabiliza a Rússia pela crise humanitária na Ucrânia – o texto prevê ainda o envio de ajuda humanitária ao país. Foram 140 votos a favor, 5 contra e 38 abstenções. O Brasil votou a favor da medida. A segunda resolução, que eximiria a Rússia da crise, proposta pela África do Sul, não chegou a ser votada após ser rechaçada por 67 países.

Embora não vinculativas, as resoluções da assembleia têm peso político. Na quarta-feira (23), a embaixadora dos Estados Unidos, Linda Thomas-Greenfield, disse aos países membros da Assembleia-Geral que, ao votar a favor da resolução, que pede em parte a cessação imediata das hostilidades da Federação Russa na Ucrânia, eles estão “votando a favor do fim da guerra”.

Também hoje, dia em que a guerra completou um mês, o secretário-geral da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), Jens Stoltenberg, anunciou que os líderes da organização decidiram em reunião dar mais apoio à Ucrânia e enviar tropas para Bulgária, Romênia e Eslováquia, países vizinhos. O encontro entre as lideranças aconteceu em Bruxelas.

Stoltenberg destacou ainda que a Otan se prepara para longo prazo e aumentará seu apoio para todos os países ameaçados pelos russos. Ele também afirmou que a China deve utilizar a sua influência na região para “promover a paz” e pressionar Vladimir Putin para acabar com a guerra.

Líderes

“Os líderes aprovaram nossas 4 novas tropas na Bulgária, Romênia e Eslováquia. Serão adicionais às que estarão nos Países Bálticos e na Polônia. Portanto, serão 8 tropas da Otan posicionadas do Mar Báltico ao Mar Negro”, disse Jens Stoltenberg, secretário-geral da Otan.

O possível uso de armas químicas pela Rússia foi destacado por Stoltenberg como motivo de preocupação. Segundo ele, a utilização deste tipo de armamento mudaria a natureza da guerra. O secretário-geral disse que a Aliança está fazendo tudo para evitar entrar no confronto.

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, participou virtualmente da reunião da Otan e disse que o país precisa de apenas uma fração do poder de fogo combinado da Aliança. “Vocês podem nos dar 1% de todos os seus aviões, um por cento de todos os seus tanques. Um por cento!”, pediu o ucraniano, em um apelo efusivo por mais assistência militar, segundo um alto funcionário do governo dos Estados Unidos que ouviu os comentários.

Em um mês de guerra, os números do conflito, de acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), são de quase 1.000 civis mortos. Apesar da ofensiva, as forças russas ainda não conseguiram capturar a capital Kiev. Na avaliação de especialistas e da inteligência de países ocidentais, o exército russo sofre com problemas logísticos, falta de suprimentos e tem dificuldade em superar resistência ucraniana.

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