04/AGO 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

YouTube removerá vídeos com falsas alegações de fraude nas eleições de 2018

Publicado em 22 de março, 2022

YouTube removerá vídeos com falsas alegações de fraude nas eleições de 2018

O YouTube anunciou nesta terça-feira (22) que irá remover vídeos que contenham falsas alegações de fraudes, erros, ou problemas técnicos nas urnas eletrônicas e nas eleições de 2018. Os vídeos que já estão publicados também serão removidos, de acordo com a plataforma.

Serão retirados, segundo o YouTube, “informações falsas sobre fraude generalizada, erros ou problemas técnicos que supostamente tenham alterado o resultado de eleições anteriores, após os resultados já terem sido oficialmente confirmados. Essa política mostra o conteúdo exibido após as eleições presidenciais dos EUA em 2020 e após as eleições do ano passado na Alemanha. Agora, ela será aplicada às eleições presidenciais brasileiras de 2018″.

Vídeos noticiosos ou informativos que discutam a vulnerabilidade das urnas e ofereçam contextualização não serão derrubados. Um exemplo, segundo o YouTube, de um vídeo que será mantido: “uma reportagem sobre uma autoridade local afirmando que a eleição presidencial brasileira de 2018 foi fraudulenta continuaria no ar desde que ficasse claro que o vídeo estava apenas relatando essa afirmação, mas não endossando”.

Do mesmo modo que faz para vídeos relacionados à covid-19, o YouTube fornecerá um “painel de informações” em vídeos que falem sobre o voto eletrônico, com o oferecimento de links para informações oficiais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Em entrevista, a gerente de Políticas Públicas do YouTube no Brasil Alana Rizzo afirmou que a nova política tem um período de 30 dias para adaptação contados a partir de hoje, ou seja, páginas poderão se antecipar à plataforma e remover vídeos. Ela também informou punições para criadores que postem alegações falsas sobre as eleições de 2018 valerão para todos, “independente do número de seguidores e de visualizações”.

Como novidade para oferecer conteúdo de qualidade, o YouTube irá oferecer que o usuário vá para um painel de informações do TSE quando pesquisar termos como “urna eletrônica” na plataforma.

Quem já postou vídeos com informações falsas, no entanto, não corre o risco de ser banido da plataforma, pois a regra vale a partir desta terça-feira. Alana explicou que para um criador ser banido do Youtube, há uma política de “strikes” – uma progressão de até três punições até que a plataforma exclua o criador de conteúdo.

A gerente do YouTube no Brasil explicou que esta não deve ser a única alteração nas políticas de combate a desinformação no portal. “Essa mudança não é estática. A gente vai olhar o resultado e analisar, mais a frente, se serão necessárias novas regras. A desinformação vai sempre mudando”, afirmou Alana Rizzo.

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