Alckmin ressaltou que a política precisa enxergar as pessoas. “Não vamos deixar ninguém para trás. Nosso trabalho para ajudar a construir um país mais justo e pronto para o enfrentamento dos desafios que estão postos está só começando”, acrescentou. Além do PSB, ele recebeu convite do PV e do Solidariedade desde que se desfiliou do PSDB.
O presidente do PSB, Carlos Siqueira, já havia antecipado, no início do mês, a decisão de Alckmin. Ontem, ele comemorou o anúncio oficial. “Um quadro político importante para nosso partido e o país, neste momento em que precisamos unir forças para mudar o Brasil! Bem-vindo, companheiro!”, saudou.
Outros integrantes do partido também aprovaram. O deputado Júlio Delgado (MG) disse que o ingresso de Alckmin é “uma grande conquista”. Já o deputado Rodrigo Agostinho (SP) enfatizou que o ex-governador tem “experiência no campo democrático” e levará para a legenda “diversidade de ideias”.
Preocupação
Do lado do PT, há pressão para que Lula oficialize logo a candidatura. Entre as preocupações está a reação do presidente Jair Bolsonaro (PL) em pesquisas de intenção de voto. Na mais recente, da Genial/Quaest, divulgada na quarta-feira, o petista mantém a liderança, com 46%, contra 26% do atual chefe do Executivo — mas ele ganhou dois pontos percentuais no limite da margem de erro em relação ao levantamento do mês passado.
De acordo com Camila Moreno, integrante da Comissão Executiva Nacional do PT, a expectativa é que a eleição seja mesmo polarizada, devido à ausência de uma terceira via competitiva. “Isso explica um pouco, também, essa última subida de Bolsonaro nas pesquisas: Sergio Moro (Podemos) e Ciro Gomes (PDT) não crescem”, disse.
Por sua vez, Jilmar Tatto, secretário nacional de comunicação do PT, informou que, na próxima semana, haverá uma reunião sobre a tática eleitoral que a sigla adotará. “Avaliamos que esta será uma campanha plebiscitária. Vamos debater palanques estaduais. A terceira via não preocupa o partido, só Jair Bolsonaro, devido ao ambiente polarizado”, pontuou. “Vamos trabalhar dentro desse quadro eleitoral. Os eleitores de Lula e Bolsonaro são difíceis de mudar. O grande desafio para o partido é pegar os indecisos.”
