27/JUN 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Saúde reforça a conscientização sobre o câncer colorretal

Publicado em 16 de março, 2022

A doença é o segundo tipo de tumor mais frequente na população brasileira, depois do câncer de pele

A Campanha Março Azul e o Ministério da Saúde reforçam a importância da prevenção, diagnóstico e tratamento precoce do câncer colorretal (CCR). A doença, que atinge o intestino grosso ou o reto, é o segundo tipo de tumor mais comum no Brasil, ficando atrás do câncer de pele. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), a estimativa brasileira de novos casos é de 20,5 mil em homens e 20,4 mil em mulheres, além de cerca de 20 mil óbitos.

Como todo câncer, o colorretal tem tratamento e é frequentemente curável se detectado precocemente. Porém, quando a doença está espalhada, com metástases para o fígado, pulmão ou outros órgãos, as chances de cura são reduzidas.

Os principais fatores relacionados ao maior risco de desenvolver o câncer de colorretal são: idade igual ou acima de 50 anos, obesidade, ingestão de alimentos gordurosos e industrializados. O consumo de alimentos defumados, como salsichas, mortadela, linguiças, presuntos, bacon e a ingestão excessiva de carne vermelha também aumentam o risco do surgimento da doença.
Por isso, é importante a prática da atividade física, a alimentação saudável, principalmente rica em fibras. A nutrição balanceada, além de promover um bom funcionamento do intestino, também ajuda no controle do peso corporal.

Detecção precoce

O diagnóstico pode ser feito por meio de exames clínicos, laboratoriais, endoscópicos ou radiológicos, de pessoas com sinais e sintomas sugestivos da doença.

Fique atento aos sinais e sintomas sugestivos deste câncer, que são: sangramento nas fezes, massa abdominal, dor abdominal, perda de peso e anemia e mudança de hábito intestinal.

Na maior parte das vezes esses sintomas não são causados por câncer, mas é importante que eles sejam investigados por um médico, principalmente se não melhorarem em alguns dias.

Além da detecção precoce, a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que os países com condições de garantir a confirmação diagnóstica, referência e tratamento, realizem o rastreamento do câncer de colorretal em pessoas acima de 50 anos, por meio do exame de sangue oculto de fezes. Caso o teste seja positivo, a pessoa deverá fazer os exames corretos, que permitirá ao médico visualizar a parte interna do intestino para ver se há câncer ou pólipos, lesões que podem se transformar em câncer. A retirada dos pólipos evita a ocorrência da doença.

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