
A artista tinha 43 anos e era vocalista da banda Calcinha Preta. Foto: Divulgação
A morte da cantora Paulinha Abelha, no dia 23 de fevereiro, pode ter sido causada por uma mistura de substâncias tomadas para dormir, ficar alerta, ganhar definição muscular e emagrecer. Tudo isso teria deixado o fígado da artista debilitado. A artista, que tinha 43 anos e era vocalista da banda Calcinha Preta, morreu após um agravamento de lesões neurológicas.
Os resultados de um exame toxicológico e de uma biópsia foram divulgados nesta segunda-feira (7). A biópsia mostrou lesão hepática aguda com necrose, ou seja, o fígado de Paulinha estava muito debilitado e apresentava áreas mortas. O laudo diz que as lesões são compatíveis com as provocadas por medicamento.
O exame de substâncias tóxicas no corpo apontou a presença de duas substâncias: anfetaminas (remédios que agem no cérebro aumentando estado de alerta e que têm efeito sobre o apetite) e barbitúricos (sedativos e calmantes). O mesmo exame deu negativo para outras dez substâncias, incluindo drogas.
Um receituário assinado por uma médica nutróloga indicava um conjunto com sete medicamentos ou fórmulas. Essas substâncias atuavam para inibir a absorção de carboidratos e gordura, atuar no sono e apoiar em treinos físicos para ganhar massa muscular.
“Sem dúvida alguma, era uma pessoa que tomava remédio para dormir e para acordar. E para se manter magra o tempo inteiro. E, infelizmente, talvez até de acordo com o tempo de uso, o organismo não deu conta”, diz Vanderli Marchiori, nutricionista e fitoterapeuta com especialização em medicina complementar.
A certidão de óbito de Paulinha Abelha aponta insuficiência renal aguda, hepatite, hipertensão séptica e meningoencefalite. Os médicos que atenderam a cantora apresentaram o caso como um quadro de comprometimento multissistêmico.
A família da artista ainda aguarda novos exames para descobrir o que motivou as rápidas complicações de saúde. Ainda não se sabe o motivo de ela ter apresentado rápida piora e as complicações terem afetado outras partes do corpo.
A carreira musical da sergipana Paula de Menezes Nascimento começou aos 12 anos, em bandas e trios elétricos. Tornou-se conhecida nacionalmente a partir de 1998, quando entrou para o grupo de forró eletrônico Calcinha Preta. Ela saiu da banda em duas ocasiões, 2010 e 2016. Paulinha havia voltado a se apresentar com o grupo desde 2018.
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