
Com planos de mais restrições, França fecha o cerco contra a ômicron
Com recordes sucessivos de diagnósticos de covid-19, a França pretende adotar uma medida enérgica, e que promete muita polêmica, para tentar conter o avanço da variante ômicron.
Em reunião do Conselho de Ministros, foi aprovado o envio ao Parlamento de um projeto para alterar as regras do chamado passaporte sanitário — documento que garante acesso a restaurantes e bares, entre outros —, tornando-o efetivo apenas para as pessoas totalmente imunizadas contra o Sars-CoV-2. Pela proposta, os não vacinados terão entrada vetada nesses locais: testes negativos recentes não serão mais admitidos.
A volta do uso de máscaras em áreas ao ar livre nos centros das cidades francesas, a redução do intervalo para a terceira dose da vacina (de quatro para três meses), além de redução de limite de público para eventos foram algumas das medidas aprovadas. Shows, competições esportivas, entre outros, poderão ser realizados com um máximo de 2 mil pessoas em ambientes fechados e 5 mil em ambientes abertos. O público não poderá ficar de pé.
O primeiro-ministro Jean Castex anunciou ainda que o governo determinou às empresas o retorno do trabalho remoto — pelo menos três dias sempre que possível. Novas medidas podem ser adotadas ainda esta semana. Não há previsão de toque de recolher, pelo menos por enquanto. As novas ações devem vigorar por três semanas.
A decisão de adotar ações mais radicais foi tomada depois que o país registrou, no sábado de Natal, mais de 100 mil casos diários da doença, um recorde absoluto desde que a pandemia começou, há quase dois anos. Com a iniciativa, espera-se evitar lotação em hospitais. Especialistas têm alertado que o número aumentará rapidamente nas próximas semanas.