
Começam a valer novas restrições para eventos no Amazonas; veja quais as mudanças
Após dados epidemiológicos indicarem aumento nos casos de Covid-19, e em função da variante Ômicron, o Comitê de Enfrentamento à Covid-19 do Governo do Amazonas decidiu suspender a realização de eventos com mais de 3 mil pessoas em território amazonense. As medidas entram em vigor a partir desta quarta-feira (15) até 15 de janeiro de 2022.
O governo estadual está intensificando as ações de vacinação e inicia busca ativa nas regiões do estado com menores percentuais de população imunizada. Além dos novos limites para festividades, o Comitê também decidiu aumentar o valor máximo da multa para organizadores que descumprirem protocolos sanitários. A multa subirá de R$ 50 mil para R$ 500 mil. O comitê também vai recomendar que não sejam realizados eventos públicos de comemoração de Natal e ano novo pelas prefeituras.
Os eventos com presença de público não poderão superar a lotação de três mil pessoas e deverão se limitar a 50% da capacidade física do espaço, em qualquer hipótese. Isso significa que se o estabelecimento suportar 3 mil pessoas, no máximo, 1,5 mil lugares poderão ser ocupados.
As medidas foram debatidas com os gestores do Estado integrantes do comitê e, posteriormente, apresentadas aos órgãos de controle, como o Ministério Público.
“São 30 dias para que nós possamos avaliar a evolução da Covid-19, aqui nessa sazonalidade, e também qual vai ser o comportamento dessa nova variante (ômicron). É muito importante a gente retroceder agora para lá na frente não perder o controle da transmissão do vírus aqui no estado”, disse o secretário de Estado da Saúde, Anoar Samad.
Indicadores – De acordo com a Fundação de Vigilância em Saúde Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RPC), as novas medidas para realização de eventos no Amazonas se justificam por causa da nova variante e em função da observância dos dados epidemiológicos das últimas duas semanas.
Além disso, para adotar as novas medidas, o comitê considerou que, entre os meses de dezembro e janeiro, o estado entre no período de maior transmissão de síndromes gripais, como a Covid-19, por conta das chuvas.
“É importante que estejamos atentos e, por isso, estamos intensificamos a vigilância genômica, fazendo o sequenciamento de todos os genomas de todas as amostras de RT-PCR positivas, que vão ser aproximadamente 400 amostras por semana, em parceria com a Fiocruz”, destacou a diretora-presidente da FVS, Tatyana Amorim.
“Entendendo que essas baixas coberturas se dão em comunidades rurais e indígenas, principalmente, de difícil acesso, então nós estamos trabalhando com estratégias para intensificar essa cobertura”, acrescentou.
