
A exposição “Fruturos – Tempos Amazônicos” ficará em cartaz durante seis meses no Museu do Amanhã. Foto: Divulgação/Paulo Sicsu
O levantador oficial de toadas do Boi Garantido, David Assayag, é um dos destaques da exposição “Fruturos – Tempos Amazônicos”, que estrea na próxima quinta-feira (16/12), no Museu do Amanhã, localizado na zona portuária do Rio de Janeiro. A exposição visa apresentar o bioma Amazônia com seus ritmos, tempos e faces e terá duração de seis meses.
De acordo com Jéssica Tabuti, editora de Conteúdo & Sustentabilidade do Museu do Amanhã, a exposição está dividida em abordagens. “A exposição será formada por seis áreas, incluindo um mergulho na biodiversidade da região, nos modos de vida dos indígenas, das populações ribeirinhas, quilombolas e extrativistas, nas grandes obras que transformaram o bioma, na cultura local e, por fim, no modelo de desenvolvimento socioeconômico para a população amazônica”, descreve.
Ainda de acordo com a profissional, a exposição prioriza lançar um olhar além do que é comumente representando sobre a região. “É preciso que se valorize os saberes científicos, os conhecimentos tradicionais e a floresta em pé”, destaca. Ainda segundo ela, a exposição conta com a participação de entidades de peso que atuam diretamente na luta pela preservação do bioma. “A exposição tem como parceiros o Ipam, Inpa, Imazon, ISA, Instituto Mamirauá, USP, Museu Goeldi, Inpe, entre outros”.
Jéssica Tabuti detalha parte da exposição. “A área ‘Somos Amazônia’ irá abordar a cultura da Amazônia, incluindo danças, festas, música, literatura e outras manifestações. A toada é um dos ritmos citados no interativo e o David Assayag foi o artista que selecionamos para ser o representante desse ritmo”, explica.
A editora acrescenta um pouco mais sobre o conteúdo. “Teremos um breve descritivo sobre a história do David e registros fotográficos”, observa. O registro em foto é do fotógrafo parintinense especializado no Festival Folclórico de Parintins, Paulo Sicsu. “A exposição terá duração de seis meses e tem possibilidade de ser itinerada para outros estados do Brasil, bem como outros países” adianta Tabuti.
Para David Assayag, fazer parte da exposição no Museu do Amanhã é mais um reconhecimento sobre seu trabalho. “Canto a Amazônia há mais de trinta anos. E faço isso naturalmente afinal, sou daqui. Ter o registro em uma exposição dessa magnitude só prova que estamos no lugar certo e na hora certa para defender e preservar esse importante patrimônio da humanidade”, acrescenta o artista.