
O livro será lançado no próximo sábado (11/12) e está em pré-venda pela Editora Contracorrente. Foto: Divulgação
Economista, professor universitário, administrador de empresas e atualmente vereador em São Paulo, Eduardo Suplicy completou 80 anos em 2021, o que o animou a narrar suas experiências desde a infância, adolescência e ao longo da sua carreira. No livro “Um jeito de fazer política” (Editora Contracorrente), Suplicy conta diversos episódios que marcaram sua vida, como seu envolvimento com o grupo de rap Racionais MC’s, sua amizade com Mano Brown, seu deslumbramento pela cantora de protestos Joan Baez e como conheceu e ajudou Anderson Herzer, a primeira pessoa trans no Brasil a escrever uma autobiografia.
A obra será lançada no próximo sábado (11/12) e está em pré-venda pela Editora Contracorrente. O livro tem a colaboração da jornalista Mônica Dallari. Amiga de Suplicy de longa data, ela é a responsável pelo projeto, pesquisa e texto final da obra, com edição do jornalista Jorge Félix.
A autobiografia também conta em detalhes a participação de Suplicy no caso da tragédia do Pinheirinho, em São José dos Campos, sua aproximação com os índios Yanomâmi e sobre seu papel de articulador entre Sílvio Santos e Zé Celso Martinez para que o empresário não descaracterize a região com um empreendimento imobiliário vultoso.
“Avalio que é uma boa hora de fazer uma reflexão sobre tudo o que tem acontecido, relatar um bocado de minha experiência, inclusive para estimular os mais jovens”, conta Suplicy.
Com 272 páginas e 101 fotos, muitas delas inéditas, a obra também aborda a intensa luta de Suplicy pela defesa dos Direitos Humanos e contra a desigualdade, marcados por episódios como o dia em que dormiu na Casa de Detenção para evitar novo massacre de presos. Era a primeira grande rebelião organizada pelo PCC no Estado de São Paulo.

“A intenção do livro era ilustrar com histórias o jeito de fazer política de Eduardo Suplicy, com ética e honestidade, sempre no interesse público, da coletividade. Para os jovens, diante do caos atual, espero que o livro sirva de inspiração, seja uma luz de otimismo no fim desse túnel sombrio. Quem iria acreditar que a ideia da Renda Básica, dita e repetida incansavelmente milhões de vezes pelo Suplicy nos últimos 30 anos, hoje se tornaria uma realidade no mundo? Ao completar 80 anos de vida, Eduardo Suplicy, com o seu jeito de fazer política, nos deixa como ensinamento que vale a pena insistir e persistir nos nossos sonhos”, escreve Mônica na apresentação do livro.
Como jornalista político, Jorge Félix acompanhou Suplicy por mais de três décadas. E sempre se impressionou com o jeito dele de fazer política “que encanta eleitores, desconforta críticos e desnorteia adversários”. E continua: “Engana-se quem pensa que ele faz tudo para isso. Jamais. As histórias desse livro são as provas de uma trajetória sempre direcionada ao coletivo”, escreve no texto da orelha do livro.
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