
A arma que Ethan Crumbley, de 15 anos, usou para matar quatro adolescentes foi dada como presente de Natal pelos pais, James e Jennifer. Fotos: Reprodução
Um dia após serem indiciados por quatro acusações de homicídio culposo (sem intenção de matar), James e Jennifer Crumble, os pais de Ethan Crumbley, o adolescente de 15 anos que atirou e matou quatro estudantes em sua escola em Michigan, nos Estados Unidos, foram presos neste sábado (4). O casal pode pegar até 15 anos de prisão.
O ataque a tiros ocorreu após o meio-dia de terça-feira (30) em Oxford, ao norte de Detroit. Quatro estudantes, com idades entre 14 e 17 anos, morreram e outros seis, além de um professor, ficaram feridos.
Ethan Crumbley se entregou à polícia sem oferecer resistência e foi acusado de homicídio e ato terrorista e poderá passar o resto da vida na prisão, pois é processado como se fosse maior de idade.
Autoridades dizem que James e Jennifer compraram a arma para o filho de presente de Natal e ignoraram avisos e sinais que poderiam ter evitado o ataque. Eles foram localizados pela polícia em um complexo industrial em Detroit.
James Crumbley comprou a pistola semiautomática que seu filho usou quatro dias antes da tragédia, durante a Black Friday. O jovem publicou uma foto da pistola em sua página no Instagram.
Dias antes do crime, a mãe dele foi chamada pela escola depois que encontraram seu filho fazendo uma pesquisa na internet sobre munições. Mas, Jennifer não atendeu ao chamado. Durante trocas de mensagens com o filho após o incidente, Jennifer disse: “Não estou irritada com você. Tem que aprender a não ser pego”.
No dia do ataque, Ethan foi chamado com os pais por autoridades da escola, que viu com “preocupação” uma anotação encontrada por uma professora na mesa do adolescente. Era um desenho de uma pistola semiautomática e balas, em meio a frases como “Os pensamentos não vão parar. Ajudem-me”. Em outra parte, estava escrito: “Sangue por todo lado”, “Minha vida é inútil” e “O mundo está morto”.
Para Karen McDonald, promotora distrital do condado de Oakland, Ethan “foi quem entrou na escola de ensino médio e apertou o gatilho”, mas “há outras pessoas que contribuíram para os fatos de 30 de novembro”. Ela disse na sexta-feira (3) que sua intenção é fazê-las “prestar contas também”.
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