25/JUN 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Manejo de quelônios no maior lago de Parintins ganha apoio da Prefeitura

Publicado em 01 de novembro, 2021

Manejo de quelônios no maior lago de Parintins ganha apoio da Prefeitura

Colocar freio à captura de quelônios, repovoar os lagos e apresentar alternativas de desenvolvimento sustentável e conservação das espécies tem sido o esforço conjunto de ribeirinhos do Complexo Macuricanã e técnicos da Secretaria de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente-Sedema, da Prefeitura de Parintins.

O Projeto Manejo Comunitário da comunidade São José do Paraná do Espírito Santo de Cima busca conter a pesca predatória e a coleta ilegal de ovos por barcos invasores e envolve moradores das comunidades São José e São Sebastião da Brasília.

A assessora técnica da Sedema, Joana D’Arc Oliveira, acompanhou nos dias 25, 26 e 27 a coleta de ovos que foram implantados em choradeira na residência da família do agricultor Raimundo Alber Ribeiro, no núcleo São José. Ela relatou o empenho dos ribeirinhos e do comunitário da Brasília, Ricardo Santos que cedeu a embarcação para o acesso da equipe ao conjunto de lagos do complexo Macuricanã.

Manejar

A reativação do projeto de manejo visa proteger os futuros filhotes e devolvê-los à natureza, numa ação de sustentabilidade das populações rurais. No período de procriação, que vai de setembro a novembro, no pico da vazante, os voluntários chegam a percorrer distâncias em vigília para evitar a ação de predadores

Os vigilantes que hoje se orgulham em preservar a espécie são os mesmos predadores de ontem. Mas com educação ambiental eles aprenderam a incentivar outros ribeirinhos voluntários e até as crianças das comunidades a participarem das ações de preservação dos quelônios.

Hoje, eles valorizam atividades de manejo e sustentabilidade, sempre pensando nas gerações futuras das comunidades ribeirinhas. Também não querem repetir os erros do passado em que as ninhadas à margem dos lagos eram retiradas para consumo local ou comercialização nas cidades.

Parintins contabiliza muitas experiências exitosas com o projeto Pé de Pincha, devolvendo à natureza milhares de tracajás.

Coleta

A partir da técnica de transferência de ninho, os ovos de quelônios são coletados em caixas preparadas com areia para garantir a temperatura, nos horários mais frios do dia, entre 5h e 6h. Depois, são levados para as chocadeiras, covas especiais feitas pelo homem que imitam os tabuleiros localizados nas pontas de praia ou locais escolhidos pelos animais para desova.

O resultado é a eclosão dos ovos com segurança e eficiência. No berçário eles permanecem 60 dias após o nascimento, quando atingem 40 gramas de peso e 8 centímetros de carapaça. Se devolvidos à natureza antes deste prazo, se tornam presas fáceis para predadores naturais como peixes de jacarés.

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