
Wilson Lima, o novinho, apresenta apetite surpreendente na campanha da reeleição
O governador Wilson Lima tem mantido uma agenda positiva intensa e inesperada. Primeiro surpreendeu os adversários, na campanha da reeleição, com o anúncio do repasse de R$ 580 milhões para a Prefeitura de Manaus. Isso traz, como dividendo político inestimável, a companhia do prefeito David Almeida na reeleição do governador. Depois vieram reajustes, promoções e sanções de leis que estavam represadas há até 11 anos. “Diziam que o ‘novinho’ não ia conseguir”, desafiou o governador.
Wilson citou “os que tiveram condições políticas e não fizeram”, numa referência aos ex-governadores Amazonino Mendes e Eduardo Braga. Os dois estão em campanha declarada para ocupar a cadeira do atual governador. “Não fizeram porque o objetivo deles não era mudar as vidas das pessoas. Era mudar as vidas deles”, cutucou. “É uma gente que tentava todos os dias sabotar o governo e quebrou a cara”.
No discurso, proferido durante o anúncio do maior pacote de bondades para o servidor estadual do Amazonas, Wilson assumiu a marca de “novinho”. É uma referência ao fato de estar no primeiro e único mandato político.
“Diziam que o ‘novinho’ não ia conseguir. Mas é o novinho que vai entregar a AM-070 (rodovia Manaus-Manacapuru) duplicada. E iniciou a obra da AM-010 (Manaus-Itacoatiara). Foi quem colocou UTI no interior. Por que ninguém nunca fez?”.
O governador esgrimiu outras realizações do “novinho”. “É quem pagará o auxílio estadual permanente para 300 mil famílias do Amazonas, a partir de novembro. Abriu o mercado de gás. Fez o maior acordo de todos os tempos com a Prefeitura de Manaus. Deu o maior presente que Manaus já recebeu, repassando R$ 580 milhões. E é responsável pelo maior anúncio de todos os tempos de reajuste para os servidores, corrigindo injustiças”, disparou.
Veja o discurso assumindo o “novinho”:
Wilson lembrou que sua gestão enfrentou a maior pandemia e a maior enchente de todos os tempos. “Numa luta, numa dificuldade, a gente sabe quem é quem. Tenho certeza que todos viram isso com clareza”, disse.
“Não tenho medo de enfrentar os problemas do Estado do Amazonas. Nenhum governador sofreu tanta pressão como eu sofri. Não sou governador à toa. Do ponto de vista político, a minha eleição era inviável, ninguém acreditava. Não tem grupo, não tem parceiro, não vai se viabilizar”, lembrou.
Veja o trecho do discurso em que ele fala de pandemia e enchente:
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