21/JUN 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Dose de reforço com vacinas diferentes aumenta imunidade, diz estudo em Oxford

Publicado em 27 de outubro, 2021

Dose de reforço com vacinas diferentes aumenta imunidade, diz estudo em Oxford

Para garantir a segurança da Campanha Nacional de Vacinação contra a Covid-19 e orientar o planejamento da imunização dos brasileiros em 2022, os resultados preliminares da pesquisa sobre a dose de reforço, encomendada pelo Ministério da Saúde, foram apresentados nesta quarta-feira (27) em Oxford, na Inglaterra. O estudo concluiu que a dose de reforço feita com esquema heterólogo, usando imunizantes diferentes, aumenta a imunidade dos vacinados.

A pesquisa é conduzida pela pesquisadora e professora da Universidade de Oxford, Sue Ann Cost Clemens, que esteve com o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, na sede da universidade nesta quarta.

“O que nós podemos observar, é que realmente, com relação a literatura internacional, houve um declínio e diminuição de anticorpos encontrados seis meses depois e também dos anticorpos neutralizantes. Com relação a análise da terceira dose, observamos que todas as vacinas apresentam uma resposta imune maior. Entretanto, as vacinas de plataforma heteróloga apresentaram resposta significativamente mais robusta. E quais são elas? As vacinas da Pfizer, da Astrazeneca e da Janssen. Entre essas vacinas heterólogas, as vacinas de RNA mensageiro apresentaram uma resposta maior”, disse a pesquisadora.

Dose de reforço

A pesquisa avaliou pessoas que tomaram as duas doses da Coronavac, vacina produzida com vírus inativo, e a efetividade do imunizante seis meses após a conclusão do esquema vacinal. Para a dose de reforço, foi analisado o esquema heterólogo, ou seja, a combinação de vacinas de plataformas diferentes. O estudo foi conduzido com quatro grupos diferentes de pessoas, que receberam os quatro imunizantes disponíveis pelo PNI.

Os resultados confirmam a estratégia usada pelo Ministério da Saúde sobre a vacinação adicional e de reforço, que neste momento é recomendada para pessoas acima de 60 anos, profissionais de saúde e imunossuprimidos, preferencialmente com o imunizante da Pfizer. Até agora, mais de 6 milhões de brasileiros já tomaram a dose de reforço.

“Em julho nós anunciamos que faríamos um estudo para orientar a vacinação em 2022 com a vacina mais usada no primeiro semestre da campanha da vacinação, com vírus inativado. […] Nós fizemos um ensaio clínico comparando um reforço com a mesma vacina e com uma vacinação heteróloga, utilizando os imunizantes do PNI. […] Temos os resultados preliminares que confirmam as posições que foram tomadas no âmbito do PNI, de aplicar uma dose adicional nas pessoas acima de 60 anos, nos imunocomprometidos, e nos profissionais de saúde com vacinas diferentes”, disse o ministro da Saúde.

“Teremos os dados completos desse estudo, que será em breve divulgado, e com eles será possível fazer uma programação mais detalhada para 2022. Aproveito a oportunidade para agradecer aos pesquisadores que têm contribuído muito para o Brasil”, concluiu Queiroga.

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