21/JUN 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Transportadores de combustíveis paralisam atividades em seis Estados

Publicado em 21 de outubro, 2021

Transportadores de combustíveis paralisam atividades em seis Estados

Transportadores de combustíveis de seis estados fazem uma paralisação desde a meia-noite desta quinta-feira (21/10). Com o ato, eles reivindicam a redução dos preços do diesel, gás de cozinha, da gasolina e de outros derivados do petróleo.

A expectativa é que, no Rio de Janeiro, a manifestação tenha a adesão de aproximadamente 1.500 veículos de 300 companhias, que irão permanecer parados na base de Campos Elíseos, próximo à Reduc (Refinaria de Duque de Caxias), na Baixada Fluminense.

De acordo com a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística (CNTTL), os transportadores de São Paulo (na região da Replan – Refinaria de Paulínea – e no Porto de Santos), Minas Gerais, Espírito Santo, Goiás e parte da Bahia, coordenados pelos sindicatos empresariais, também paralisaram as atividades.

A categoria pede ainda o alinhamento e a redução de impostos federais e estaduais, uma vez que alegam que governos estaduais e federal transferem a responsabilidade pela alta dos preços uns aos outros, mas não reduzem os valores, deixando as empresas no prejuízo.

Uma greve geral está marcada para o dia 1º de novembro, que pretende ser um ato ainda maior, de acordo com a CNTTL, e deverá ter adesão de 70% do setor. O estado de greve foi decidido pela entidade, pelo Conselho Nacional do Transporte Rodoviário de Cargas (CNTRC) e pela Associação Brasileira de Condutores de Veículos Automotores (Abrava).

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) e os sindicatos filiados também apoiam a greve dos transportadores de combustíveis. Segundo a entidade, os seguidos reajustes nos preços dos combustíveis são consequência da equivocada política PPI (Preço de Paridade de Importação), adotada pela gestão da Petrobras.

A FUP contesta o modelo pelo fato de o Brasil ser autossuficiente em petróleo, tendo grande parte de seus custos em Real. “Enquanto o PPI não mudar, a inflação, que já supera 10% em doze meses, vai continuar sua cruel trajetória de alta, impulsionada pelos combustíveis e gás de cozinha”, criticou a entidade.

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