21/JUN 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Crise energética impulsiona setor de energia solar

Publicado em 07 de outubro, 2021

Crise energética impulsiona setor de energia solar

O número de unidades de painéis solares, tanto em residências quanto em estabelecimentos comerciais e industriais, cresceu 50% da participação na geração distribuída este ano na comparação com 2020.

Segundo dados do Instituto Nacional de Energia Limpa (INEL), a geração distribuída tinha, no final de 2020, 517 mil unidades participantes (5 GW). Hoje, já são 781 mil (7,1 GW). Ou seja, a energia gerada passou de cinco para sete gigawatts.

Até o final de setembro, o número das novas conexões ultrapassou o total do ano de 2020. Ano passado foram 212.435 novas conexões de geração distribuída e neste ano já são 221.880. Esse crescimento, segundo o INEL tem relação direta com o aumento da conta de luz, motivado, principalmente, pela alta das bandeiras tarifárias em decorrência da crise hídrica.

O estado de Minas Gerais é o primeiro no ranking em número de conexões, com 158.786, seguido de São Paulo (111.460) e do Rio Grande do Sul (98.644). O estado do Rio de Janeiro aparece na quarta posição com (37.837) em número de conexões. Em primeiro lugar estão as unidades consumidoras residenciais, seguida dos setores comercial e rural.

Crise energética

O INEL, em parceria com a Associação Brasileira de Geração Distribuída (ABGD), aponta que a implementação de novos 10 GW (gigawatts) de geração distribuída, em até 2 anos, irá contribuir em cerca de 20% para a recuperação do nível de armazenamento de energia dos reservatórios das usinas hidrelétricas.

A projeção do Instituto é que até 2030 o Brasil tenha mais de 35 gigawatts de potência na geração distribuída. Isso representa cinco vezes mais do que é gerado hoje, com mais de 3,8 milhões de geradores, incluídos casas, comércios, indústrias.

Investir em sistema de captação de energia solar (painéis fotovoltaicos) além de ser mais vantajoso para o consumidor, também contribui para mitigar os impactos do aquecimento global.

“O retorno sobre o investimento dos sistemas fotovoltaicos das casas hoje é próximo a quatro anos. Se financiado, normalmente a parcela do financiamento é menor do que a economia da conta de luz. O brasileiro não precisa tirar dinheiro do bolso para gerar a própria energia”, afirma o presidente do INEL, Heber Galarce.

Energia solar

Hoje, a produção de energia solar para a matriz elétrica representa 2,1% e a expectativa do Operador Nacional do Sistema (ONS) é que até o fim do ano atinja 2,6%.

No dia 29 de setembro, a produção de energia solar fotovoltaica bateu três recordes distintos. O primeiro foi no Sistema Interligado Nacional (SIN), com um pico de geração instantânea no valor de 3.626 megawatts (MW), às 10h52. Essa quantidade de energia corresponde a 4,7% da demanda de consumo no Brasil.

Ainda no período da manhã, no Nordeste, a geração solar instantânea alcançou 2.624 MW, às 10h52, montante suficiente para atender a 21,4% da carga desta região. Em seguida, às 12h08, no Sudeste/Centro-Oeste, foi registrada outra marca inédita para a geração instantânea fotovoltaica, a produção de 1.056 MW que representou 2,4% da demanda do subsistema.

Veja mais notícias em Geral

RELACIONADAS

Portal do Marcos Santos
Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.