
Murilo Rayol, que tinha 72 anos, sofreu um infarto durante a semana e, ontem (24), não resistiu. Foto: Divulgação/Michael Dantas
A morte do empresário Murilo Rayol, na noite deste sábado (25), foi lamentada por meio de notas do Governo do Amazonas, do Boi Caprichoso e do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Amazonas (Crea-AM). Murilo, que tinha 72 anos, sofreu um infarto durante a semana e, ontem, não resistiu.
A Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa lembrou que Murilo Rayol tinha uma forte ligação com a cultura popular e foi um grande colaborador do carnaval amazonense. Em 2019, a história do empresário foi contada pela Escola de Samba A Grande Família, da qual era torcedor, com o enredo “Eu só quero é ser feliz”, conquistando o vice-campeonato. Em 2020, a agremiação da zona Leste de Manaus, defendeu o enredo “Sou manauara – Há 350 anos sentindo orgulho do meu chão”, também de Murilo Rayol.
O empresário também era proprietário do prédio que abriga, há 15 anos, a Galeria do Largo, um dos espaços culturais administrados pela secretaria, no Largo de São Sebastião, Centro.
“Hoje, o comandante do veleiro Boemia não descerá mais o Rio Amazonas para brincar de boi no Caprichoso na Ilha de Parintins. Agora, o empresário Murilo Rayol, 72 anos, viajou à eternidade para brilhar como estrela no céu”. É assim que começa a nota que o Boi Caprichoso divulgou nas redes sociais sobre o falecimento do empresário.
A agremiação escreveu que o bumbá azul e branco “perde um dos mais ilustres torcedores que despertou o amor pelo festival de Parintins desde a década de 1970”.
“Hoje, o comandante do veleiro Boemia não descerá mais o Rio Amazonas para brincar de boi no Caprichoso na Ilha de Parintins. Agora, o empresário Murilo Rayol, 72 anos, viajou à eternidade para brilhar como estrela no céu.
A alegria entrou de luto, a toada é cantada entristecida, os sorrisos se esconderam e a Marujada de Guerra silenciou. O Boi Caprichoso perde um dos mais ilustres torcedores que despertou o amor pelo festival de Parintins desde a década de 1970.
Murilo Rayol fez as primeiras caravanas a Parintins com convidados vindos de Manaus quando o boi-bumbá ainda era uma festa local, desconhecida no Amazonas e no Brasil. Ele abraçou a cidade e colocou a estrela do Boi Caprichoso no lugar do coração.
Por onde passava, sempre levantava a bandeira azul e branca do touro negro, da cultura popular, do nosso povo, da nossa terra e da nossa gente. Foi um elo do sudeste com o norte do Brasil entre as escolas de sambas, bumbás de Parintins e outros folguedos.
Em Manaus, sua casa sempre virou referência de grandes eventos promovidos para ajudar as agremiações folclóricas de Parintins. Hoje, o Amazonas chora a partida de um homem, um defensor da cultura popular, uma voz que sempre esteve ao lado do festival de Parintins.
Foi por meio dele que grandes artistas da música colocaram suas vozes em nossas toadas, foi por meio dele que nossa estrela brilhou do Brasil para o mundo. O Boi Caprichoso abraça sua memória, seu legado e lhe agradece por tudo que fizestes pelo nosso amado touro negro.
O presidente do Boi Caprichoso, Jender Lobato, e o vice-presidente, Karú Carvalho, ressaltam que a terra perde o brilho que você emanava com sua alegria, mas o firmamento prepara um grande evento para a sua chegada na constelação de estrelas, onde descansam o Pop da Selva, Klinger Araújo, Emerson Maia e tantos outros que, nesta noite, farão as estrelas brilharem mais fortes com a festa de boi-bumbá preparada para você!
Murilo Rayol saudades eternas. A Nação Azul e Branca te abraça e te agradece por tudo.
Descanse em Paz”
Murilo Rayol também era engeheiro civil e sua morte foi lamentada pelo Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Amazonas (Crea-AM). “Em nome de todos os servidores, inspetores, conselheiros e diretoria do Crea-AM, o presidente, engenheiro Afonso Lins, manifesta sua solidariedade aos familiares e amigos, neste momento de profunda dor e perda”, diz a nota.
