19/JUL 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

‘Não tenho político de estimação e jamais terei’, diz Márcio Garcia, que beijou Bolsonaro para ‘tirar um sarro’

Publicado em 25 de setembro, 2021

Márcio Garcia esclareceu que o beijo foi apenas a vontade dele de “tirar sarro daquela coisa de homofobia” de Jair Bolsonaro. Foto: Reprodução

O ator e apresentador Márcio Garcia foi entrevistado no programa “Conversa com Bial”, da Rede Globo, na noite desta sexta-feira (24), e o apresentador Pedro Bial o questionou sobre a sua posição atual em relação ao governo do presidente Jair Bolsonaro. E Garcia acabou comentando também sobre um vídeo de 2018 no qual aparece dando um beijo em Bolsonaro no rosto, o que bastou para classificar o ator de bolsonarista.

Márcio Garcia esclareceu que o beijo foi apenas a vontade dele de “tirar sarro daquela coisa de homofobia” de Jair Bolsonaro. Em nenhum momento da conversa negou ter votado nele para presidente.

“Eu sou aquele cara assim: eu sempre procuro ver o melhor de cada um, eu falo para os meus filhos: até a pessoa que é presa de fato, enjaulada, encarceirada, eu acho que todo mundo merece ser ouvido. Odeio julgar, que dirá condenar”, disse o ator. “Tem uma história minha que muita gente deve ter visto, um beijo que eu dei no Bolsonaro: isso foi um evento. Fui fazer uma brincadeira com ele por causa da homofobia. Ele pediu uma foto e eu falei: ‘Só se for beijando, mas não vai se apaixonar, que eu já sou casado’. Fui tirar um sarro com ele e eu me dei mal porque o que ficou registrado foi a cena do beijo.”

Garcia também disse que já se aproximou de outros políticos que defendeu em algum momento, mas que o que fica dessa história do vídeo é que “Eu não tenho político de estimação e jamais terei. Eu jamais vou defender seriamente alguém que eu tenha apoiado, porque a pessoa que mais merece cobrar dele sou eu, que dei o voto. Se eu dei o voto pra alguém, eu tenho que cobrá-lo.”

O ator e apresentador não deixou clara a sua posição em relação ao governo. “Não sou de direita, mas também não sou de esquerda, e às vezes eu posso estar mais tendenciso pra um lado. Os lados têm o lado bom e o lado ruim. A gente tem que parar com a polarização e entender que todos queremos a mesma coisa: o bem do nosso país”.

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