27/JUN 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Nova expedição à Antártica: Fiocruz doa à Marinha testes para Covid

Publicado em 23 de setembro, 2021

Nova expedição à Antártica: Fiocruz doa à Marinha testes para Covid. Fotos: Divulgação

Como parte dos preparativos para a nova expedição brasileira à Antártica, a Fiocruz doou à Marinha 3 mil testes rápidos de detecção de antígenos de Sars-Cov-2. Os kits, produzidos pelo Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos/Fiocruz), serão usados para testar toda a tripulação de bordo, dos voos de apoio, a equipe na Estação Antártica Comandante Ferraz e os pesquisadores que farão parte da nova viagem – incluindo a equipe do Fioantar, que parte nas próximas semanas. As expedições com os pesquisadores estão sendo retomadas, após a interrupção no ano passado devido à pandemia de Covid-19.

A entrega simbólica dos testes ocorreu nesta terça-feira (21/9), durante a visita do contra-almirante Antonio Cesar da Rocha Martins, secretário da Comissão Interministerial para os Recursos do Mar (Secirm). Acompanhado pelo capitão de Mar e Guerra Marcelo Gomes, assessor do Programa Antártico Brasileiro (Proantar) e ex-comandante da estação, o almirante Rocha Martins foi recebido por Marco Krieger, vice-presidente de Produção e Inovação em Saúde da Fiocruz, e Maurício Zuma, diretor de Bio-Manguinhos, que disse que agora, com os testes, a unidade “fica mais próxima da Antártica e do Fioantar”.

Nova expedição

“Esse não é um programa da Marinha, mas um programa do Estado brasileiro, em que procuramos conhecer a região e garantir para o país um assento no Tratado Antártico com direito a voto e voz”, disse o almirante. “Ter a Fiocruz como parceira só reforça essa condição de programa de Estado”.

No novo auditório de Bio-Manguinhos, o almirante assistiu à uma apresentação sobre a Fiocruz e também sobre o Fioantar. Krieger destacou que a participação da Fundação no Programa Antártico Brasileiro remonta ao próprio DNA da instituição, criada para enfrentar emergências sanitárias e comprometida em “fazer pesquisa voltada para soluções”.

“Uma emergência sanitária como a Covid-19 só reforça a importância de identificar as ameaças antes que elas aconteçam para melhorar a nossa resposta”, disse Krieger, que destacou ainda a missão da Fiocruz, de produzir e compartilhar conhecimento.

O Fioantar permite estudar os impactos dos ecossistemas da Antártica na saúde, lembrou Krieger, ressaltando que a vigilância é fundamental, além da prospecção de biodiversidade e a aplicação na saúde. “Nós queremos colaborar”.

Mais espaço

No auditório, Rocha Martins conversou com pesquisadores do Fioantar. Fernando Couto Motta, do Laboratório de Vírus Respiratório e Sarampo (IOC/Fiocruz), que participou da expedição de 2019, agradeceu a acolhida que os integrantes da Fiocruz têm recebido no navio e na estação. O almirante, por sua vez, revelou planos de levar pesquisadores também no inverno, para ampliar os estudos. Se antes do incêndio a estação tinha 2.500 metros quadrados, hoje ela tem 4.500, com capacidade para receber 32 pesquisadores. A nova estação abriga também o Fiolab — o laboratório permanente da Fiocruz. “Precisamos movimentar a estação com gente, com pesquisas”, disse.

O almirante explicou que o Proantar é uma das quatro áreas de atuação da Secirm, que inclui ainda o Plano para Recursos do Mar, o Plano de Levantamento da Plataforma Continental Brasileira e o Plano Nacional de Gerenciamento Costeiro. Na conversa com os pesquisadores, o almirante sugeriu ainda possíveis novas áreas de parceria entre a Marinha e a Fiocruz, como a Amazônia Azul, o território marítimo brasileiro também rico em biodiversidade.

Marinho

Para a pesquisadora Marcia Chame, do Laboratório de Paleoparasitologia (Ensp/Fiocruz), esse seria um universo novo para a Fundação, embora lembre que Oswaldo Cruz construiu um laboratório marinho. Sobre o Fioantar, ela ressaltou o seu caráter integrado. “Normalmente, um grupo de pesquisa tem um projeto específico. Mas a gente trabalha uma mesma amostra em vários grupos diferentes esperando que isso gere um salto de conhecimento.

O almirante visitou ainda instalações da Fiocruz, como o Centro Henrique Penna (CHP), no Complexo Tecnológico de Vacinas (CTV), onde a vacina contra Covid-19 é fabricada; a Unidade de Apoio ao Diagnóstico da Covid-19 (Unadig), onde são feitas as análises de testes; e o Laboratório de Vírus Respiratórios e Sarampo.

Veja mais notícias em Geral

RELACIONADAS

Portal do Marcos Santos
Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.