24/JUN 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

A partir de novembro, EUA vão autorizar entrada de viajantes do Brasil

Publicado em 20 de setembro, 2021

Foto: Divulgação

Os Estados Unidos irão autorizar a permissão da entrada de passageiros vindos de quatro países a partir de novembro. Passageiros do Brasil, China, Índia e Reino Unido estarão liberados apenas com o esquema vacinal completo. O anúncio foi feito na manhã desta segunda-feira (20) pelo coordenador da reposta a pandemia na Casa Branca, Jeff Zients.

De acordo com Zients, o plano que reverte a decisão tomada há 18 meses, em março de 2020, é retomar as permissões e entrada gradualmente, à medida que as autoridades definam novos requisitos. Apesar disso, a Casa Branca anunciou que haverá algumas exceções à política de vacinas, mas os detalhes das novas exigências ainda não foram esclarecidos.

“As viagens internacionais são essenciais para conectar famílias e amigos, para abastecer pequenas e grandes empresas, para promover o intercâmbio aberto de ideias e de cultura”, disse Zients. “É por isso que, com a ciência e a saúde pública como nosso guia, desenvolvemos um novo sistema de viagens aéreas internacionais que aumenta a segurança dos americanos aqui em casa e aumenta a segurança das viagens aéreas internacionais.”

Ainda que estejam com o esquema de vacinação completa, os viajantes que quiserem ir para os EUA deverão apresentar testes de Covid-19 com resultado negativo e com data de até três dias antes da viagem. Em solo americano, porém, os imunizados não serão mais obrigados a cumprir quarentena.

O pronunciamento não deixou claro se haverá alguma restrição a respeito das marcas de vacinas consideradas aceitáveis pelo governo americano. Em sua campanha, os EUA têm utilizado os imunizantes Pfizer, Janssen e Moderna. Zients afirmou ainda nesta segunda que a decisão de estabelecer critérios nesse sentido para a entrada de viajantes caberá ao Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA (CDC).

Ele também anunciou novas regras para cidadãos americanos não vacinados no exterior. Para voltar aos EUA, esse grupo precisa apresentar teste com resultado negativo feito na véspera da viagem e deverá se submeter a novo exame assim que desembarcar.

Além disso, o CDC deve anunciar em breve uma ordem às companhias aéreas, exigindo que sejam coletados números de telefone e endereços de email dos viajantes para viabilizar um novo sistema de rastreamento de contatos e monitoramento de sintomas.

A ação no governo de Joe Biden ocorre na véspera da visita do primeiro-ministro do Reino Unido Boris Johnson. No encontro, era esperado que o britânico pressionasse o americano para suspender as restrições de viagem.

O mesmo tema está na pauta do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e de diplomatas brasileiros que devem se encontrar com Boris nesta segunda. O Reino Unido anunciou na última sexta-feira (17) uma simplificação das regras para a entrada de estrangeiros, com uma lista única dos países cujos viajantes são vetados. O Brasil até o momento segue sendo um deles.

Há uma semana, o CDC atualizou sua classificação de risco para as viagens ao Brasil. O país, que era classificado para residentes americanos que precisassem viajar como de “risco muito alto”, quarto e último estágio, agora está com o selo de “risco alto”, terceiro estágio.

Pela definição anterior, a orientação das autoridades eram para que não fossem feitos deslocamentos ao Brasil. Com a nova classificação, na prática, a agência passa a recomendar que só viajantes totalmente vacinados embarquem. Ainda assim, não são aconselhadas viagens não essenciais para o país.

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