
Uma balsa carregada com cestas básicas de aproximadamente 22 quilos navegou por seis dias. Foto: Divulgação
Os Sateré-Mawé aldeados ao longo do rio Andirá foram beneficiados com mais de 150 toneladas de alimentos enviados pelo Governo Federal, destinados para a população indígena do município. A ajuda humanitária que teve como operadores finais a Fundação Nacional do Índio (Funai) e a Prefeitura de Barreirinha, vai abastecer as famílias residentes em 62 comunidades indígenas, atingidas pelos reflexos da pandemia de Covid-19.
Uma balsa carregada com cestas básicas de aproximadamente 22 quilos navegou por seis dias e teve o suporte de servidores do Departamento de Assistência ao Índio (DAI) e de secretarias municipais durante a distribuição.
O vice-prefeito de Barreirinha, Ridson Barbosa, acompanhou a ação e destaca a importância de levar assistência necessária aos povos indígenas, principalmente, pelo atual momento pandêmico. “A área indígena é uma região muito atípica, tem aldeias que são muito distantes e isso torna complexo o acesso por via fluvial, ainda mais em locais onde só é possível chegar em embarcações de pequeno porte. Hoje a Prefeitura, na pessoa do nosso prefeito Glenio Seixas e toda sua equipe, tem feito seu papel, se prontificando com a logística para que essas cestas chegassem até as famílias indígenas, garantindo a segurança alimentar de todos”, comenta.

A ajuda humanitária vai abastecer as famílias residentes em 62 comunidades indígenas, atingidas pela pandemia de Covid-19. Foto: Divulgação
De acordo com o coordenador da Funai, Sérgio Butel, a tarefa exigiu um planejamento cuidadoso com relação aos protocolos sanitários antes e durante o repasse das cestas básicas. Para ele a parceria com a Prefeitura foi fundamental para o sucesso da ação. “Temos certeza que isso significa um alento muito grande nas questões referentes aos riscos alimentares dos indígenas. Sem a logística cedida pela Prefeitura de Barreirinha seria quase impossível que a grande carga chegasse até a área indígena”, conclui.

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Durante os meses mais críticos da pandemia, a população indígena teve que ficar totalmente isolada e poucas pessoas tinham autorização para fazer o fluxo entre zona urbana e as aldeias para realizar o abastecimento, principalmente de alimentos, que quase ficou comprometido.
O tuxaua da aldeia Conceição, Inácio Paes, ao ver a ação beneficiando seu povo demonstrou satisfação no recebimento das cestas básicas. “É uma alegria muito grande para mim e meu povo receber as cestas, pois é nesse período que nós começamos a abrir novos roçados. O meu povo já esperava a chegada desses alimentos para garantir a alimentação”, destaca.
A ação de entrega das cestas com gêneros alimentícios não perecíveis está sendo coordenada pelo DAI, e iniciou no final de julho, contemplando os indígenas residentes nos bairros de Barreirinha.
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