
Tecnicamente, a mistura entre as doses de vacinas é chamada de intercambialidade. Foto: Divulgação
Por meio de nota técnica, o Ministério da Saúde liberou os municípios brasileiros a aplicarem a vacina da Pfizer em substituição à AstraZeneca, na segunda dose. A decisão é estimulada pela escassez de fornecimento de novas doses da vacina da AstraZeneca.
A troca desses imunizantes, diz a nota técnica, é recomendada “em situações de exceção, onde não for possível administrar a segunda dose da vacina com uma vacina do mesmo fabricante, seja por contraindicações específicas ou por ausência daquele imunizante no país”.
A quantidade de remessas da AstraZeneca ao Brasil foi reduzida depois da entrega de cerca de 60 milhões de doses entre abril e junho. Neste mês, a previsão é a entrega de somente 11,6 milhões.
Para liberar a aplicação da segunda dose da Pfizer no lugar da AstraZeneca, o Ministério da Saúde cita dois estudos para sustentar a possibilidade de misturar vacinas. Tecnicamente, essa mistura é chamada de intercambialidade.
Um desses estudos foi realizado no Reino Unido. A mistura entre AstraZeneca e Pfizer com um intervalo de quatro semanas entre as doses “evidenciou uma resposta imune superior” quando os imunizantes foram alternados.
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