
O Museu do Seringal Vila Paraíso reproduz o cenário de um seringal a partir da infraestrutura do filme “A Selva”, de 2002. Foto: Divulgação/Michael Dantas
As visitações com acesso gratuito aos espaços culturais do Estado continuam neste final de semana. O público tem como opções a Galeria do Largo, Casa das Artes, Teatro Amazonas e Centro Cultural Palácio da Justiça, no circuito do Largo de São Sebastião, além do Centro Cultural Palácio Rio Negro, na avenida Sete de Setembro; Palacete Provincial, na Praça Heliodoro Balbi; Centro Cultural Povos da Amazônia, no Distrito Industrial; e o Museu do Seringal Vila Paraíso, no Tarumã-Mirim.
Esses locais estão recebendo visitas com grupos entre 10 e 20 pessoas e agendamento pelo Portal da Cultura. Todos seguem os protocolos de segurança contra a Covid-19, como processo de sanitização e a instalação de totens de álcool em pontos estratégicos. São exigidos todos os procedimentos para evitar o risco de contaminação da Covid-19, entre eles o uso obrigatório de máscara, medição da temperatura e distanciamento de 1,5 metro. Também fica proibido o contato físico com elementos dos espaços, como colunas, paredes, vitrines expositoras, esculturas, pinturas, demarcadores, portas e maçanetas.
As visitas ao Teatro Amazonas acontecem com grupos de 20 pessoas, de terça a sábado, das 9h às 15h, com agendamento pelo cultura.am.gov.br. Em 30 minutos, o público tem a oportunidade de conhecer o Salão Nobre do Teatro Amazonas, o Salão de Espetáculos e o Salão Verde, intitulado “Sala de Exposição de Música e Dança”, a Saleta de Exposição da Cúpula, além da maquete feita com blocos de Lego, uma escultura de bronze do artista francês Adrien Étienne Gaudez e o Camarim de época.
Crianças até 10 anos, pessoas com deficiência e pessoas nascidas no Amazonas, mediante comprovação da naturalidade, têm entrada gratuita. Os demais visitantes pagam R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia-entrada, para estudantes, pessoas acima de 60 anos, professores, doadores de sangue, militares e acompanhantes de pessoas com deficiência, mediante a apresentação de documentos).
Na Galeria do Largo, a “Coletiva 20.21”, com curadoria de Cristóvão Coutinho, traz artistas que representam a diversidade de processos criativos de artes visuais, como Chermie Ferreira, Kina Kokama, Rakel Caminha e Tyna Guedes, com “Yapai Waina – Mulheres no Graffiti”; Sebastião Alves, com a instalação/vídeo “Lembranças de Minha Cidade”; Levi Gama, com o mural de desenhos “Boriwi – Mundo dos falecidos”; “A Batida do Gueto”, de Marcelo Rosa; e Marcos Ney, com as séries de desenhos “Sociedade da Dedada” e “Sombras do Rio Negro”.
Na Casa das Artes estão as mostras “Pandeart – Patologia Estética da Loucura em Tempos de Crise”, de Hely Pinto, “Miscelânea: Desenhos Digitais”, de Paola Honda Castro, projetos contemplados no edital Prêmio Feliciano Lana; “Natureza Humana”, de Rosemberg Prado, além de obras do acervo da Galeria do Largo, assinadas por artistas como Adalmir Chixaro, Raiz e Curumiz.
A Galeria do Largo e a Casa das Artes funcionam de terça a domingo, das 15h às 20h, e não precisam de agendamento.

Atualmente, a Casa das Artes abriga exposições de Hely Pinto, Paola Honda Castro e Rosemberg Prado. Foto: Divulgação/Michael Dantas
Localizados no Centro Histórico de Manaus, o Palácio da Justiça, Palácio Rio Negro e Palacete Provincial estão abertos para visitas de 45 minutos, das 9h às 17h, de terça a sábado, com agendamento.
O Palácio da Justiça, na avenida Eduardo Ribeiro, traz detalhes da arquitetura em estilo renascentista e da história do Poder Judiciário do Estado, além de abrigar o Museu do Crime e exposições de diversas linguagens. As mostras “Caruanas – O foco repousa na força mística”, “Olhares Tumbira”, “Abraçando o Xapono”, “Severiano 90 anos” e “Arquiteotonicas” compõem o circuito de exposições da casa.
Com base na avenida Sete de Setembro, 1.546, o Palácio Rio Negro conta com 228 peças no acervo. Nas salas Antônio Bittencourt e Ephigênio Salles está a exposição “O Clamor da Mata”, de Pietro Bruno. Em 15 quadros, o artista plástico defende a preservação da cultura indígena, a flora e a fauna amazônicas, ao retratar elementos do cotidiano, tradições indígenas e da floresta amazônica.
Com sede na Praça Heliodoro Balbi, o complexo cultural abriga a Pinacoteca do Estado e os museus de Numismática, Tiradentes, da Imagem e do Som e de Arqueologia. O local tem em cartaz a mostra “Na Sintonia do Rádio”, na sala José Bernardo Michiles, da antropóloga e diretora teatral Nonata Silva, que também é artista visual e contempla três recortes específicos que destacam a invenção, as primeiras transmissões, rádios antigos, as radionovelas e toda a diversidade de timbres e sons das rádios locais.

O Palácio Rio Negro fica na avenida Sete de Setembro, Centro de Manaus. Foto: Divulgação/Michael Dantas
Aos domingos, das 7h às 11h30, o Centro Cultural dos Povos da Amazônia (CCPA), no Distrito Industrial, conta com o “Café Criativo”. O tradicional café da manhã regional, com assinatura da Rota dos Chefs, tem exposições de diferentes segmentos, como artesanato e comercialização de produtos da agricultura orgânica.
No afluente do Tarumã-Mirim, na margem esquerda do rio Negro, o Museu do Seringal Vila Paraíso recebe o público das 9h às 15h, de terça a sábado, com entrada a R$ 10, por pessoa. O acesso é feito somente por via fluvial, por meio de embarcações particulares (sem relação com a Secretaria de Estado de Cultura), que saem de hora em hora da Marina do Davi, na Ponta Negra. Cada trecho (ida ou volta) custa R$ 16, por pessoa.
O espaço, com base no igarapé São João, reproduz o cenário de um seringal a partir da infraestrutura do filme “A Selva” (2002). Com duração de 45 minutos, a visita passa pelo trapiche, onde acontecia o desembarque de mercadorias e embarque de cargas de borracha, Casarão, residência do seringalista, Barracão de Aviamento, com artigos manufaturados e industrializados vendidos aos seringueiros, capela de Nossa Senhora da Conceição, Casa de Banho das Mulheres, o “Banho de Yaya”, além da trilha que leva à estrada com as seringueiras, ao Tapiri de Defumação da Borracha, à casa do seringueiro, ao rústico cemitério cenográfico e a Casa de Farinha.