26/JUL 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Nota Técnica define estratégia para aumentar cobertura de vacinação de grávidas e puérperas

Publicado em 09 de agosto, 2021

Entre as orientações está a disponibilização de vacinas nas maternidades.

A Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM) e a Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP) assinaram nota técnica conjunta com orientações e recomendações visando a ampliação da cobertura vacinal do grupo de gestantes e puérperas (até 45 dias após o parto) na Campanha Nacional de Vacinação contra a Covid-19.

Entre as estratégias recomendadas aos municípios está a implantação de sala de vacina para esse público nas maternidades, em hospitais gerais com sala de parto, bem como nas unidades que realizam o pré-natal, como as Unidades Básicas de Saúde (UBS), e em outras instituições públicas, militares, privadas e filantrópicas. A vacinação será implantada apenas naquelas unidades que possuem sala de vacinação ativa.

A SES-AM esclarece que as maternidades estaduais têm salas de vacina e só aguardam a disponibilização das doses pelos municípios para o início da vacinação.

A nota técnica foi definida após reuniões com a Secretaria Municipal de Saúde da capital (Semsa Manaus), SES-AM e FVS-RCP. O objetivo é aumentar a cobertura vacinal nesse grupo prioritário, ampliando a oferta para reduzir a morbimortalidade obstétrica associada à infecção por Covid-19.

Nas UBSs, a vacinação deverá seguir a regularidade da imunização habitual das gestantes na rotina do pré-natal. A vacina neste grupo deve respeitar o intervalo de 14 dias entre as demais vacinas do calendário vacinal da gestante.

A vacina está disponibilizada para grávidas, em qualquer momento da gestação, e puérperas (mulheres com até 45 dias após o parto), com idade a partir de 18 anos.

As vacinas indicadas para grávidas e puérperas são as produzidas pelos laboratórios Sinovac/Butantan (CoronaVac) e Pfizer (Comirnaty), que não possuem vetor viral na sua composição. Outra orientação é que seja respeitado o intervalo entre a primeira e a segunda dose, sendo de 28 dias para a CoronaVac e de 90 dias para a vacina da Pfizer.

Intercambialidade

Conforme recomendação do Ministério da Saúde, é permitida a intercambialidade de vacinas quando não for possível administrar a segunda dose com uma vacina do mesmo fabricante, seja por contraindicações específicas ou por ausência daquele imunizante no país. A segunda dose deverá ser administrada no intervalo previamente aprazado, respeitando o intervalo adotado para o imunizante utilizado na primeira dose.

Nas gestantes e puérperas, a partir de 18 anos, vacinadas com a primeira dose da vacina AstraZeneca/Fiocruz, deverão ser usadas na segunda dose as vacinas dos laboratórios Sinovac/Butantan (CoronaVac) e Pfizer (Comirnaty), conforme a disponibilidade na sala de vacina.

Além da vacinação, a FVS-RCP reforça a importância das medidas de proteção para evitar a contaminação pela Covid-19, como uso correto das máscaras, lavagem das mãos, uso de álcool em gel e etiqueta respiratória.

Até o dia 2 de agosto, da população contemplada no grupo prioritário de gestantes e puérperas, estimada em 42.812, 15.110, somente 4,1% receberam o esquema completo de vacinação; 31,2% receberam a primeira dose, e 13,1% a segunda dose. Os dados epidemiológicos revelam que 2.558 gestantes foram infectadas pela doença desde o início da pandemia no estado.

Veja mais notícias em Cidade

RELACIONADAS

Portal do Marcos Santos
Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.