
A PEC 135/9 foi rejeitada com 11 votos a favor e 23 contra. Foto: Reprodução/YouTube/TV Câmara
Na noite desta quinta-feira (5), com 11 votos a favor e 23 contra, a proposta de emenda à Constituição (PEC) 135/9, que promovia o retorno do voto impresso nas eleições brasileiras, foi rejeitada e arquivada por parlamentares da comissão especial da Câmara dos Deputados. A bandeira do “voto impresso e auditável” vinha sendo defendida pelo presidente da República, Jair Bolsonaro.
O único deputado amazonense na comissão especial, Bosco Saraiva (Solidariedade), votou contra a PEC cujo texto incluía também a possibilidade de contagem manual e públicas de todas as cédulas físicas depositadas nas seções eleitorais. “O retorno do voto impresso representa um atraso e também o retorno da possibilidade do voto de cabresto”, declarou Bosco.
“Eles estão propondo o caos na recontagem como queria Trump (Donald, ex-presidente) nos Estados Unidos”, disse Alessandro Molon (PSB-RJ), líder da oposição na Câmara dos Deputados. “Não é Bolsonaro e nem o ministro da Defesa (Braga Neto) que vão dizer como serão as eleições”.
O deputado Júnior Mano (PL-CE) foi nomeado o novo relator entre os vencedores para dar outro parecer. Um relatório deverá ser apresentado nesta sexta-feira (6). Os governistas podem contar com um recurso para levar a matéria ao plenário.