
Devido à participação popular, o Prosamin+ teve adição de implantação de cobertura nas quadras poliesportivas, de telas de proteção nos apartamentos para a segurança das famílias, entre outras mudanças. Foto: Divulgação/Tiago Corrêa/UGPE
As devolutivas das consultas públicas do Programa Social e Ambiental de Manaus e do Interior (Prosamin+) foram concluídas nesta quinta-feira (5), pelo Governo do Amazonas, por meio da Unidade Gestora de Projetos Especiais (UGPE). A última parte das devolutivas aconteceu na escola Aristóteles Comte de Alencar, localizada no bairro Armando Mendes, no período da tarde, com a presença de aproximadamente 36 membros do Grupo de Apoio Local (GAL), que reúne as lideranças e representantes da área de intervenção do programa.
As consultas públicas do Prosamin+ ocorreram nos dias 20 e 21 de julho, de maneira híbrida, com reunião presencial e de público reduzido, na sede da UGPE, e com transmissão ao vivo por meio das páginas oficiais do Governo do Estado.
As consultas públicas foram essenciais para que a população fosse ouvida. Devido à participação popular, o projeto teve adição de implantação de equipamentos para prática de skate nas áreas de lazer e convivência, implantação de cobertura nas quadras poliesportivas, implantação de telas de proteção nos apartamentos para a segurança das famílias, entre outras mudanças e solicitações que puderam ser atendidas durante a devolutiva, que foi transmitida ao vivo nas redes sociais do Governo do Estado, ontem (4), e que foram reforçadas hoje, diretamente, com a comunidade.
“A reunião de devolutivas das consultas públicas na comunidade, hoje, visa prioritariamente demonstrar um balanço do que foram as participações, tanto da presencial, quanto da virtual, quanto as visualizações das redes sociais e, também, o número de questionamentos, de sugestões, de críticas e também de elogios em relação à intervenção”, explica a subcoordenadora do social da UGPE, Viviane Dutra.

Foto: Divulgação/Tiago Corrêa/UGPE
Participaram da reunião de devolutiva com o GAL, o coordenador executivo da UGPE, Marcellus Campêlo, que apresentou a visão geral do programa e da devolutiva; o subcoordenador de projetos ambientais, Otacílio Cardoso Jr., que explanou sobre as principais dúvidas relacionadas aos temas ambientais do projeto; e a subcoordenadora do social, Viviane Dutra, que discutiu as principais dúvidas em relação a cadastro, reassentamento, período de atendimento e como vai ser realizado o processo dentro da comunidade.
Por fim, foi mostrado também durante a reunião as dúvidas relacionadas ao projeto e onde estão acessíveis à população todos os detalhes e informações sobre o Prosamin+, as consultas públicas e as respostas aos questionamentos.
Uma das premissas das consultas públicas sobre o Prosamin+ é a participação popular e escuta ativa dos questionamentos dos moradores da Comunidade da Sharp. A artesã Sulimara Freitas afirma que participar das consultas é um marco importante na história da comunidade. “A devolutiva é um passo concreto de fato desse projeto, que vai impactar cada um de nós da comunidade”, diz.
Com o objetivo de serem multiplicadores de informações para outros moradores da comunidade, participar do GAL faz com que a cuidadora de idosos Erica Lima, residente da área há cerca de 14 anos, sinta-se parte de todo o programa. “Eu estou fazendo parte para levar informações para eles (comunidade) sobre o que nós estamos assistindo nas consultas. É gratificante poder ajudar um pouquinho no programa”, frisou.
De acordo com o coordenador executivo da UGPE, Marcellus Campêlo, a realização das consultas aproxima a sociedade, apresentando as sugestões do novo programa para a zona Leste de Manaus.
“O Prosamin+ é um programa muito amplo de intervenções na comunidade, são múltiplas disciplinas de intervenção: água, esgoto, drenagem, resíduos sólidos, unidades habitacionais. Então, nós precisamos propor à comunidade um conceito urbanístico e de intervenções das obras, mas nós precisamos ouvir a comunidade também, as suas sugestões, as suas críticas, os seus elogios e saber dentro das soluções apresentadas pelo Governo do Estado quais elas aprovam e quais elas gostariam que mudasse”, explica o coordenador executivo.