09/JUN 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Acusado de corrupção, prefeito afastado de Tabatinga defende obras

Publicado em 13 de julho, 2021

Acusado de corrupção, prefeito afastado de Tabatinga defende obras

A Justiça determinou o afastamento do prefeito de Tabatinga, Saul Bemerguy (MDB), do cargo por 90 dias. (Antonio Cruz/Agência Brasil)

O prefeito de Tabatinga, Saul Bemerguy (MDB), foi afastado por 90 dias de suas funções. Ele é um dos alvos da operação Magüta da Polícia Federal, deflagrada nesta terça-feira (13/7), que investiga crimes como fraude a licitação, desvio de recursos públicos, peculato, corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro no município, localizado a 1.106 quilômetros de Manaus.

Em nota, Bemerguy informa que está à disposição dos órgãos para todos os esclarecimentos. Ele destaca que foram muitos os avanços na Educação nos últimos anos. “Atualmente, quase todas as comunidades de Tabatinga possuem escola em suas sedes”, diz a nota. Saul Bemerguy ressalta, ainda, a grande quantidade de reformas realizadas que melhoraram o bem-estar e o aprendizado dos alunos.

O prefeito afirma que irá se defender das alegações, conforme lhe garante a constituição e esclarece que não houve prisão de nenhum servidor da Prefeitura.

 

Operação Magüta

A ação da Polícia Federal visa a cumprir mandados judiciais expedidos pelo Tribunal Regional Federal da 1a Região, sendo 18 mandados de busca e apreensão, além de cumprimento de 12 medidas cautelares de afastamento de cargos públicos, por 90 dias, bem como impedimento de frequentar repartições públicas, nas cidades de Tabatinga/AM, Manaus/AM e Benjamin Constant/AM.

Segundo as investigações, o prefeito de Tabatinga, Secretários Municipais e funcionários do alto escalão realizaram licitações fraudulentas com um grupo de empresários locais, com o objetivo de simular a lisura na formalização do procedimento licitatório para construção de escolas e creches municipais.

Há indícios de que o Prefeito Municipal de Tabatinga em exercício escolhia as empresas vencedoras previamente à licitação e, após receber valores do FUNDEB, montava o procedimento licitatório para realização de obras municipais já inauguradas. Ao final, pagava os empresários envolvidos nas fraudes, os quais posteriormente se apropriavam dos valores repassados e devolviam parte do lucro.

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