
Em visita aos galpões, a imagem peregrina percorreu corredores, foi conduzida entre módulos alegóricos e recebeu a homenagem dos artistas da fé. Foto: Divulgação/Arleison Cruz
Antes de entrarem nos galpões de alegorias para desenvolverem suas atividades, os artesãos do Boi Caprichoso pedem as bênçãos de Nossa Senhora do Carmo, padroeira de Parintins. Depois de mais de dois anos com as atividades paralisadas, o trabalhador da arte e a imagem da virgem do Carmelo se encontraram de forma emocionante.
Em visita aos galpões, a imagem peregrina percorreu corredores, foi conduzida entre módulos alegóricos e recebeu a homenagem dos artistas da fé. O artista Paulo Pimentel abraçou um dos integrantes de sua equipe que sofre de depressão e no altar improvisado fizeram orações, louvores, num momento de muita unidade a demonstração de solidariedade ao artesão.
Paulo Pimentel pediu intercessão aos jovens que sofreram com crises de ansiedade e depressão, ocasionadas pela pandemia. “Um dos membros de nossa equipe passa por esse processo. Ele se sente rejeitado pela família e é um dos processos da depressão. Ele já tentou contra a própria vida e nós trouxemos ele pro barracão, tanto por oportunidade como também colocar Maria como mãe dele e eu tive a oportunidade de apresentar a ele Nossa Mãe”, contou.

Nossa Senhora do Carmo é a padroeira de Parintins. Foto: Divulgação/Arleison Cruz
O escultor Nildo Costa diz que Nossa Senhora é a proteção do artista. Ele lembrou de outros artistas e várias pessoas que perderam a vida para a Covid-19. “É um momento de muita emoção pra gente que é devoto de Nossa Senhora do Carmo”, comentou.
O vice-presidente do Caprichoso, Karu Carvalho, não escondeu a emoção ao receber a imagem peregrina de Nossa Senhora do Carmo. Ele lembra que há dois anos a imagem não visitava o escritório de arte do trabalhador Caprichoso. “Estamos aqui para agradecer e eu sou muito devoto de Nossa Senhora, pois é ela que me mantém fazendo arte e levando informações de cultura para as pessoas”, revelou.

Foto: Divulgação/Arleison Cruz
O presidente do Conselho de Arte, Ericky Nakanome, era uma das pessoas mais emocionadas durante a peregrinação da padroeira. Com os olhos marejados, ele acolheu a Mãe de Parintins e viu na visita Deus mostrando a esperança num momento delicado para todos. “Nesse momento todos nós relembramos a partida de alguém”, disse Nakanome que não conseguiu concluir a entrevista em meio às lágrimas, pois recentemente perdeu o avô para a Covid-19.
Durante as homenagens a santa, os artistas lembraram também de Juarez Lima, que prepara em Manaus uma homenagem a Nossa Senhora para a procissão fluvial prevista para o dia 14 de julho.
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