
Pontes e passarelas foram construídas em 21 bairros de Manaus que foram atingidos pela subida das águas. Foto: Divulgação/João Viana/Arquivo Semcom
Depois de ter descido um centímetro na última segunda-feira (14/6), o rio Negro teve o processo de repiquete, nesta quarta-feira (16/6), e subiu três centímetros. A nova marca histórica chegou a 30,02 metros, sendo agora registrada como a maior cheia dos últimos 119 anos.
Como medida de permitir o trânsito de pedestres, a Prefeitura de Manaus, por meio da Casa Militar que coordena a Defesa Civil, construiu mais de 13 mil metros de pontes e passarelas em 21 bairros da capital amazonense que foram atingidos pela subida das águas.
“Hoje, atingimos mais uma marca histórica em decorrência da subida do rio Negro. Era esperado que houvesse um repiquete em meados do fim do mês, entretanto, nos deparamos com uma nova subida nesta quarta-feira. Mas a Prefeitura de Manaus se preparou para uma cheia histórica acima dos 30 metros. Com isso, reforçamos que caso haja alguma nova localização atingida e não tenha pontes, os moradores entrem em contato por meio do 199, para atendermos prontamente a solicitação”, ressaltou o secretário municipal Chefe da Casa Militar, tenente William Dias.
Foram construídos 1.087 metros de pontes no Educandos; 1.851 no São Jorge; 126 no Jardim Mauá; 75 na Vila da Felicidade; 135 no Parque Mauá; 795 no bairro Aparecida; 864 no Presidente Vargas; 206 no bairro da Glória; 675 no Santo no Antônio; 75 no bairro Compensa; 20 no Cidade Nova; 4.135 no Centro; 769 no Mauazinho; 475 no bairro Colônia Antônio Aleixo; 80 no bairro Raiz; 95 no Vila da Prata; 440 no bairro Betânia; 554 no Puraquequara; 88 no Alvorada; 114 no São José e 386 no Crespo. Os bairros mais afetados pelas águas são Educandos, São Jorge e Mauazinho.
Por meio da operação “Cheia 2021”, iniciada em abril, também foram realizados os cadastros das famílias para receberem os auxílios Aluguel e Enchente, durante o período de enchente.
Dentre as ações realizadas pelo órgão durante a operação “Cheia 2021”, mais de 20 toneladas de cal foram aplicadas em quatro bairros de Manaus e continuam sendo diluídas nos demais que apresentam água parada, que causa forte odor e pode proliferar doenças.
“Estamos estendendo a aplicação de cal para os demais bairros que foram atingidos pela cheia. Neste primeiro ciclo, já atendemos todas as áreas impactadas no Centro de Manaus. Essa ação visa diminuir a transmissão de doenças ocasionadas pela água parada, o odor, e eleva o PH da água”, ressaltou o diretor de Operações da Defesa Civil, major Robson Falcão.
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