Queiroga visita fábrica de insumos veterinários para ampliar produção de vacinas Covid-19

Laboratório possui capacidade para produzir doses e IFA próprio, a depender de acordo de transferência de tecnologia. Foto: Fernando Brito

Com o compromisso de ampliar ainda mais a campanha de vacinação contra a Covid-19 no Brasil, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, visitou nesta sexta-feira (21/5), uma fábrica de insumos veterinários que possui grande potencial para se tornar um novo produtor de vacinas Covid-19. Ac  mpanhado da ministra da Secretaria de Governo, Flávia Arruda, e do relator da Comissão Temporária da Covid-19, senador Wellington Fagundes, o ministro pôde conhecer as instalações da indústria e conferir o potencial de produção do complexo.

Localizada na cidade de Cravinhos, interior de São Paulo, Ourofino possui uma estrutura de 180 mil m² e produz mais de 80 milhões de doses da vacina contra a febre aftosa por ano. Ainda em abril, o Senado Federal aprovou um projeto de lei que autoriza o uso de fábricas de produtos de uso veterinário a produzirem o imunizante contra a Covid-19.

O projeto está em análise pela Câmara dos Deputados. Ainda que o projeto seja aprovado no Congresso Nacional, a Ourofino depende, ainda, da aquisição de equipamentos de proteção individual, necessários para a produção do imunizante, bem como da Certificação de Boas Práticas concedida pela Agência Nacional de Vigilância em Saúde (Anvisa), e da transferência de tecnologia que será acordada com as farmacêuticas detentoras da expertise.

“O setor do agronegócio é estratégico, reconhecido mundialmente e o aspecto sanitário é a prova de que cuidamos muito bem da saúde do animal. Essa fábrica possui uma tecnologia muito avançada de produção de vacinas, e as autoridades que fazem o controle sanitário, a exemplo da Anvisa, já vêm fazendo uma análise, junto com o Ministério da Saúde, para verificarmos a possibilidade de, no curto prazo, produzir vacinas neste parque industrial”, disse o ministro Marcelo Queiroga.

Segundo o Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal (SINDAN), o setor tem capacidade instalada e detém a tecnologia necessária para produzir vacinas humanas. A entidade esclareceu que a indústria de saúde animal no Brasil pode adaptar facilmente suas instalações para o nível de segurança 4, exigido para a produção de imunizantes de uso humano. Além disso, conforme o SINDAN, a indústria veterinária pode produzir o ingrediente farmacêutico ativo (IFA).

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