Na Manaus Moderna, produto químico é aplicado na água parada para evitar proliferação de doenças

Durante o período de cheia serão realizadas 15 aplicações de óxido de cálcio na água parada em ruas da Manaus Moderna, resultado da enchente do rio Negro. Foto: Divulgação/João Viana/Semcom

Na manhã desta quinta-feira (20/5), teve início a aplicação de 1,5 tonelada de óxido de cálcio (cal) nas ruas Barão de São Domingos e dos Barés, atingidas pela enchente do rio Negro. O objetivo da aplicação – pela Prefeitura de Manaus, via Casa Militar e Defesa Civil, em parceria com a Águas de Manaus – é diminuir o odor, a proliferação de insetos e de doenças transmitidas por meio da água parada nessas áreas. A capital amazonense se prepara para uma cheia acima de 30 metros, segundo os dados divulgados pelo Serviço Hidrológico do Brasil (CPRM).

Durante o período de cheia serão realizadas 15 aplicações do produto químico, que resultará em um total de 1,5 tonelada de cal, nas áreas alagadas do Centro, mais especificamente na Manaus Moderna.

“Fizemos uma parceria com a concessionária Águas de Manaus para a realização do tratamento do fluido, por meio da aplicação do cal e a utilização de bombas que estarão fazendo com que a água parada tenha fluxo de movimentação e retorne ao rio”, ressaltou o secretário da Casa Militar, tenente William Dias.

Sistema

Na rua Barão de São Domingos, que já foi completamente tomada pelas águas, a empresa instalou um sistema para impedir que a água do rio Negro fique parada no local. Três bombas e cerca de 600 metros de tubulações foram implantadas sob as pontes de madeira construídas pela prefeitura. Os equipamentos bombeiam a água por dentro das tubulações durante o dia, fazendo com que ela circule e seja devolvida para o rio.

A estrutura temporária implantada pela concessionária reduz os riscos causados pela água parada, melhorando as condições de quem trabalha ou frequenta a região da Manaus Moderna. A empresa estuda implantar o sistema de bombeamento de água em outras vias do Centro, como na avenida Eduardo Ribeiro.

“É a primeira vez que realizamos esse tipo de trabalho na cidade. Estudamos a área nas últimas semanas e chegamos à solução de instalar bombas e tubulações para fazer a água circular. Com isso, os impactos causados pela água parada serão menores, tanto para comerciantes quanto para a população, que passa pelo local”, explicou o gerente de operações da Águas de Manaus, Diogo Freitas.

Foto: Divulgação/João Viana/Semcom

Comércio

A prefeitura vem atuando com construções de pontes e passarelas no local, bem como a realocação de 220 feirantes dos setores de peixe e carne à feira flutuante, para que o comércio não seja impactado pela enchente.

Nesta quinta-feira (20/5), o nível do rio Negro atingiu a marca de 29,81 metros, sendo atualmente a segunda maior cheia; faltam 16 centímetros para superar a marca histórica de 2012, de 29,97 metros, a maior cheia dos últimos 100 anos.

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