03/JUN 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Mesmo raro, câncer de testículo responde por 5% dos tumores malignos em homens

Publicado em 14 de abril, 2021

câncer de testículo responde por 5% dos tumores malignos em homens

O câncer de testículo responde por 5% dos tumores malignos em homens, segundo o urologista Giuseppe Figliuolo. Foto: Divulgação

Representando 5% dos casos de neoplasias malignas em homens, o câncer de testículo entrou em pauta, em abril, mês alusivo à conscientização sobre a doença, considerada rara. Segundo o urologista da Urocentro Manaus, médico cirurgião Giuseppe Figliuolo, esse tipo de alteração acomete, em geral, pessoas com idade entre 15 e 50 anos de idade e tem como principais características a sensação de peso no escroto (saco onde ficam alojados os testículos) e a presença de nódulos na região.

A sensação de peso ocorre a partir do crescimento anormal das células no testículo, gerando uma massa que, se comprovada sua malignidade, gera o diagnóstico de câncer.

Figliuolo destaca que esse tipo de alteração é facilmente detectável e tem baixa mortalidade: cerca de 4,5%, de acordo com dados mais recentes. No entanto, assim como outros tipos de câncer, se for ignorado ou negligenciado, pode evoluir para outros órgãos e resultar, inclusive, em morte. “A presença, por exemplo, de um nódulo duro e pequeno no testículo, no formato de uma ervilha, já é um sinal que merece atenção redobrada”, frisou o Figliuolo, que é doutor em saúde coletiva. Outros sinais importantes são: sangue na urina, endurecimento da região do abdome e/ou dos testículos e aumento de sensibilidade nos mamilos.

Impotência e infertilidade

O médico destaca, ainda, que a retirada dos testículos não influencia na vida sexual do indivíduo. No entanto, a remoção de ambos os testículos pode causar infertilidade e suspensão na produção da testosterona, problema que pode ser tratado através de terapia hormonal e até com implante de próteses.

Fatores de risco e tratamento

A evolução do câncer de testículo ocorre de forma lenta e, portanto, não chama atenção do homem de imediato. Os fatores de risco que aumentam as chances de se desenvolver a doença, segundo o especialista, são: hereditariedade (se alguém da família, como pai e avô desenvolveram a doença), lesões e traumas na bolsa escrotal, criptorquidia (quando um ou ambos os testículos não descem naturalmente para a bolsa escrotal após o nascimento da criança, alteração detectada por pediatra e que tem correção através de cirurgia) e exposição a produtos químicos durante longo período, como é o caso dos agrotóxicos.

Os principais tipos de câncer de testículo são: tumores não seminomatosos (que correspondem em 60% dos casos), mais comum para ocorrer antes dos 30 anos de idade; e os tumores seminomatosos, que se desenvolvem quando o homem passa dos 30 anos, e correspondem a 40% dos casos. Eles estão divididos entre tumores de células germinativas, carcinomas e estromais.

O tratamento pode ser multimodal, incluindo cirurgia, quimioterapia e radioterapia. Por isso, uma das principais formas de diagnóstico precoce é o autoexame, que pode ajudar a detectar o aumento de volume. Se isso ocorrer, é importante procurar um médico especialista, para uma investigação mais minuciosa. “Reforçamos que o diagnóstico precoce resulta em altos índices de cura, no caso desse tipo de câncer”, explicou.

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