05/JUL 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Rio Negro ignora promessas de Song e vai à Justiça, contra leilão da sede, alegando preço vil

Publicado em 30 de março, 2021

Rio Negro ignora promessas

Rio Negro ignora promessas do empresário coreano Song (esquerda), que vestiu a camisa do clube ao lado do presidente Jefferson (direita), que agora quer anular leilão

O presidente do Rio Negro, Jefferson Afonso César da Silva Oliveira, ignorou as promessas feitas pelo empresário Song Un Song. O dono da Digitron e patrono da Fundação Mathias Machline prometeu levar o Rio Negro até ao Mundial de Clubes. O clube, atualmente, está na 2ª Divisão do Campeonato Amazonense. Jefferson, após comparecer a entrevista coletiva ao lado do empresário, que arrematou a sede, autorizou recurso na Justiça tentando anular o leilão.

Um grupo de advogados, reunidos no escritório Oliveira & Monteiro, assumiu a ação. “O clube não tem dinheiro para fazer isso e não posso impedir os associados de recorrerem”, justificou o presidente.

O imóvel foi avaliado, em 2013, por R$ 8 milhões. Depois, em 11/03/2020, por R$ 9 milhões. As avaliações foram feitas pela Justiça do Trabalho. O lance vencedor do leilão, de Sung Un Song, foi de R$ 1,6 milhão. Os advogados, liderados por Silvyane Parente Araújo Castro, apresentam legislação mostrando que o preço, menos de 50% da avaliação, é considerado vil.

 

Histórico

Os advogados alegam, ainda, que a dívida trabalhista original, que provocou o leilão, é de apenas R$ 243.908,33. Em 2013, diante do pregão iminente, a Câmara Municipal de Manaus tombou o prédio. O tombamento considerou a sede “Patrimônio Material” de Manaus e o Rio Negro “Patrimônio Imaterial”.

Com isso, mesmo que mantenha a compra, Song Un Song só poderá reformar o prédio da Praça da Saudade, sem modificá-lo. E o uso só poderá ser para sede do clube Barriga Preta ou Galo Carijó.

O empresário, logo após o arremate, foi à sede e se reuniu com o presidente Jefferson Oliveira. Depois, vestindo a camisa do Rio Negro, compareceu com ele a entrevista coletiva. “Não quero destruir nada, mas apenas contribuir”, disse.

Song, que é considerado um dos maiores líderes do Polo Industrial de Manaus (PIM), disse que buscaria apoio para reerguer o futebol rionegrino. O presidente afirmou que, dos quase 5 mil sócios, apenas 18 pagam as mensalidades. O empresário disse que a intenção seria sair da 2ª Divisão estadual e galgar os degraus até a Série A do Campeonato Brasileiro. “Quero ver o Rio Negro disputando o Mundial de Clubes”.

Sung Un Song ainda não se manifestou sobre a ação do Rio Negro pedindo a anulação do leilão. A Justiça, também, apenas protocolou o pedido.

CLIQUE AQUI PARA LER A ÍNTEGRA DA AÇÃO.

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