
Para assegurar o distanciamento social, o número de visitantes está limitado a 100 pessoas, em cada turno, pela manhã e à tarde. Foto: Divulgação/Seap
Respeitando todas as normas e protocolos de saúde, o sistema prisional do Amazonas voltou a receber visitas presenciais de familiares, nesta quarta-feira (24). Os encontros dos internos com seus familiares estavam suspensos desde dezembro, em razão do aumento no número de casos de Covid-19 no estado.
A decisão favorável pelo retorno das visitas partiu do Comitê de Enfrentamento à Covid-19 no Amazonas, após reunião no último sábado (20). Nesta quarta-feira, familiares puderam rever seus entes que cumprem pena atualmente no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), no Instituto Penal Antônio Trindade (Ipat), em Manaus, e na Unidade Prisional de Itacoatiara (UPI), no município situado a 176 quilômetros da capital.
O modelo de visitação é de segunda a sexta-feira, sempre em dois turnos (manhã e tarde). Para assegurar o distanciamento, o número de visitantes ficou limitado a 100 pessoas, em cada turno.
Todas as unidades prisionais estavam cumprindo com os protocolos e normas sanitárias estabelecidos pelos órgãos de saúde. Os familiares que adentram o local passam por uma extensa verificação de segurança, que conta com aferição da temperatura corporal, lavagem das mãos, uso de álcool em gel, ajuste e distribuição de máscaras, além do distanciamento social.
“Foi uma volta tranquila, todos estão respeitando os protocolos de saúde estabelecidos. Ressalto que as visitas, além de serem um direito, desempenham um papel extremamente importante no processo de reeducação do interno”, disse o diretor do Ipat, Márcio Pinho.

Todas as unidades prisionais cumprem com os protocolos e normas sanitárias estabelecidos pelos órgãos de saúde. Foto: Divulgação/Seap
Nesta quarta-feira, Luana de Queiroz visitou seu irmão, que cumpre pena no Compaj, e demonstrou satisfação com o retorno das visitas presenciais. “Eu venho aqui visitar o meu irmão, mas, com a pandemia, acabou tudo sendo fechado, e as visitas presenciais foram suspensas. Nós tivemos que preservar nossa saúde e a dos nossos parentes que estão aqui, mas graças a Deus está tudo voltando agora. Eu estava com muita saudade dele, a última vez que o vi foi em dezembro”, disse.