18/JUL 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

EXCLUSIVO Sung Un Song vai à sede do Rio Negro, firma parceria e presidente já sonha com Série A do Brasileirão

Publicado em 23 de março, 2021

EXCLUSIVO Sung Un Song

EXCLUSIVO Sung Un Song (esquerda), o novo dono do Rio Negro, é a salvação do Rio Negro, diz o presidente Jefferson Oliveira (direita)

O Atlético Rio Negro Clube perdeu a sede, em leilão e por valor irrisório (R$ 3,7 milhões), mas pode ter tirado a sorte grande na loteria. O empresário Sung Un Song, arrematou o negócio cedo, ontem (22/03) e, às 10h, estava na sede da Praça da Saudade. “Ele foi direto à minha sala, me colocou no carro e me levou à Fundação Mathias Machline. Almoçamos, conversamos e acertamos um monte de coisas. Já pensou o Rio Negro na Série A do Brasileirão?”, revela o presidente do clube, Jefferson Oliveira. “Não quero destruir nada. Apenas construir”, disse Song.

O presidente rionegrino descobriu que o dono da Digitron e mantenedor da Fundação Mathias Machline é um apaixonado pelo futebol. Ele também é proprietário da maioria dos apartamentos do Tropical Flat, na Ponta Negra. “É, por exemplo, amigo pessoal dos presidentes do Corinthians e do Flamengo”, diz Jefferson. “O Rio Negro vai voltar a brilhar”, acrescenta.

Hoje, às 16h, na sede da fundação, no Distrito Industrial, Sung Un Song vestirá pela primeira vez a camisa do Rio Negro. Ao lado de Jefferson Oliveira, ele vai revelar os planos para o clube, em entrevista coletiva.

 

Apenas 18 sócios

O Rio Negro, que já foi um dos maiores clubes do País, formando jogadores para grandes equipes, chegou ao fundo do poço. A sede foi leiloada por dívidas trabalhistas. O leilão vinha se arrastando desde 2013, quando a Câmara Municipal tombou o prédio para evitar a venda. “Tem muita gente que se diz rionegrino, mas não contribui. Só 18 sócios pagam mensalidade. Por conta da pandemia estamos há um ano sem nenhum faturamento”, conta o presidente.

O clube formou, nas categorias de base, Gilmar, o Popoca, que chegou a ser tido como “sucessor de Zico” no Flamengo. Também revelou Berg, meio-campo que brilhou no Botafogo. O goleiro Clóvis, o Aranha Negra, se tornou um dos nomes mais conhecidos do Estado defendendo o time barriga-preta e Galo Carijó.

As dívidas trabalhistas se acumularam, desde 1995, chegando ao ponto de provocar o leilão. “O Song se revelou mais rionegrino que muito presidente que passou pelo clube e só destruiu nosso patrimônio. Ontem (23/03), durante o dia, apareceu um monte de gente dizendo que trabalhou no clube e queria receber. Outro lado bom desse leilão é que nossas dívidas se acabaram”, comemora Jefferson.

“Não temos grana, nem quem nos ajude. O Song veio para nos ajudar”, enfatiza.

 

Projeto

O primeiro passo, conforme entendeu o presidente da conversa com Song, será uma reforma das instalações atuais do Rio Negro.

A realidade do clube é muito dura. O Rio Negro está na 2ª divisão do futebol amazonense. O campeonato só começa em outubro. “Agora vamos preparar o time para chegar à Série A do Campeonato Amazonense. A partir daí é Série D, C, B e A do Brasileirão”, sonha o presidente.

O projeto não tem nada de impossível. O Manaus FC, por exemplo, que disputa a Série C do Campeonato Brasileiro, por pouco não chegou à Série B, ano passado. Ficou a um jogo da conquista da vaga. “Os empresários amazonenses nunca entenderam que investir no futebol é um bom negócio. Agora chegou o Song e vai mostrar isso”, acrescenta Jefferson.

Song, um líder reconhecido no Polo Industrial de Manaus (PIM), não quer trabalhar sozinho. “Ele tem muita influência e certamente atrairá outras empresas para o projeto. É tudo o que sempre sonhamos”, enfatiza.

 

Síndrome de Down

O presidente do Rio Negro, sem esconder a felicidade, encerra a entrevista com um apelo: “Diga aí que estamos na luta para vacina contra Covid-19 aos portadores da Síndrome de Down. Eles têm imunidade baixa e precisam dela”, apela.

Jefferson Oliveira é pai de Bruno, 23, um menino com a síndrome. “É o orgulho da família”, destaca.

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