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Mais informações sobre a pesquisa de antecipação da vacina Coronavac em profissionais das áreas de educação e segurança pública lotados em Manaus foram dadas pelo Governo do Amazonas durante live realizada nesta quinta-feira (18).
A pesquisa CovacManaus iniciou hoje e a vacinação está ocorrendo nas dependências da Escola Normal Superior, da UEA.
“Aqui em Manaus nós temos 90% dos casos de coronavírus dessa nova variante P.1, e por isso precisamos saber se a vacina Coronavac é eficaz para ela, além de saber se pessoas com comorbidades têm alguma diferença no combate ao vírus. Portanto, o Amazonas será pioneiro nesse estudo”, explicou o coordenador da pesquisa, Marcus Lacerda.
Os participantes serão acompanhados por um ano, e serão pessoas entre 18 e 49 anos de idade, que estejam expostos ao vírus e que tenham ou não comorbidades, e por isso foram escolhidos profissionais da segurança pública, sendo estes da Polícias Civil e Militar, Departamento Estadual de Trânsito (Detran-AM) e Corpo de Bombeiros Militar; e da educação lotados na Seduc e na UEA. O projeto vai garantir as duas doses da vacina.
Hoje, o projeto iniciou vacinando os profissionais que possuem 49 anos. Amanhã, sexta-feira (19), serão vacinados os de 48 anos. Nos sábados haverá uma repescagem, no qual aqueles que não conseguiram se vacinar durante a semana, podem receber a dose seja de qualquer idade. Todas as semanas terá um calendário específico de faixas etárias por dia.
Profissionais dessas instituições que já receberam a vacina, não participarão desse estudo. Cerca de 40 pessoas já teriam se vacinado até o momento da live. “Nós estamos tendo uma vacinação tranquila, e esperamos que nos próximos dias mais pessoas possam vir e contribuir com a pesquisa”, afirmou Lacerda.
Na manhã de ontem (17), o Amazonas recebeu 10 mil doses da vacina Coronavac, enviadas pelo Instituto Butantan, para uso exclusivamente para essa pesquisa, no qual foi investido R$ 2 milhões.
“No final deste estudo nós teremos um grupo de 10 mil pessoas que estiveram expostos ao vírus e a cada três meses nós vamos ter a quantidade de anticorpos desses pessoas medido”, disse Marcus e ressaltou ainda que esse primeiro estudo contempla apenas os profissionais lotados em Manaus.
O estudo tem financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) e é conduzido pela médica infectologista da FMT-HVD e pró-reitora de Pesquisa e Pós-graduação da UEA, Maria Paula Mourão, e pelo médico infectologista da FMT-HVD e especialista em saúde pública da Fiocruz, Marcus Lacerda.
Os interessados em participar da pesquisa devem preencher o formulário de cadastro e termo de consentimento, no site ipccb.org, e ficar atentos ao cronograma de chamada por grupo etário, que será divulgado no mesmo endereço eletrônico. Os participantes deverão apresentar documento de identificação com foto, que será checado com a lista nominal de servidores, disponibilizada pelas instituições. Aqueles que se declararem com comorbidades devem apresentar laudo médico. Será realizada também uma triagem no local. Gestantes e lactantes não podem participar do estudo, mesmo com liberação médica.
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