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Estão abertas as inscrições para a pós-graduação on-line “Especialização em terapia de casal, família e psicodrama para grupos”. O curso tem entre os seus objetivos ampliar a aplicação do psicodrama no Amazonas e é direcionado para profissionais graduados ou no último ano de graduação em qualquer curso de nível superior.
As aulas ao vivo terão início no dia 27 de mês, aos sábados, das 9h às 13h, e as supervisões ao vivo serão realizadas às segundas-feiras, das 20h às 22h. O investimento é de 20 parcelas de R$ 350. O link para inscrições é https://sun.eduzz.com/735953?a=30861155
Outras informações sobre o curso podem ser solicitadas pelo e-mail [email protected] ou pelo WhatsApp: (92) 99972-1589, e também estão disponíveis em https://aprendervivo.online/
A iniciativa é do Instituto Silvério de Almeida Tundis (Isat) e do Instituto Aprender Vivo, e a direção e coordenação do curso é das psicólogas Marlene Marra e Heloísa Fleury.
O curso tem aprovação do Ministério da Educação (MEC) e aborda a diversidade das configurações das famílias na atualidade, as questões transgeracionais e as diferentes formas de vinculação e contextos familiares.
O psicodrama brasileiro é organizado pela Federação Brasileira de Psicodrama (Febrap), que tem instituições federadas em muitos estados, mas não na região Norte do país. O método criado pelo médico psiquiatra, psicoterapeuta e filósofo Jacob Levy Moreno. Ele desenvolveu um método que envolve ação (drama, em grego) e experiência interna (psico). A característica mais importante é a dramatização, em que pensamentos, sentimentos, conflitos internos ou entre grupos são expressos na ação por meio da construção de uma cena, uma imagem ou de outra forma concreta. Com o uso das técnicas psicodramáticas, a pessoa ou o grupo pode ver seu sofrimento concretizado, o que ajuda a organizar o mundo interno na busca de soluções criativas.
O método mais valorizado para o trabalho com grupos é o sociodrama, que promove a interação entre os participantes para otimizar os recursos do grupo na construção de novos caminhos. Como o encaminhamento é feito pelo próprio grupo, mantem as características de sua cultura, o que se reflete no aumento da sensação de pertencimento, muito importante no trabalho com adolescentes, migrantes e populações que enfraqueceram suas raízes culturais.
Moreno criou a Sociatria, que inclui o sociodrama e outros métodos, para a reflexão e a transformação da realidade de sistemas sociais, como um grupo, uma organização ou comunidades.
A utilização do psicodrama tem sido difundida nas publicações da “Revista Brasileira de Psicodrama” há quase 30 anos. Os artigos estão disponíveis a todos os interessados no link https://revbraspsicodrama.org.br/rbp/issue/archive
Marlene Marra e Heloísa Fleury organizaram oito livros sobre psicodrama, grupos e aplicações do psicodrama na saúde, educação, organizações e direitos humanos. Marlene desenvolveu um protocolo para o atendimento de famílias com experiência de violência sexual contra crianças, publicado em seu terceiro livro e objeto de seu pós-doutorado na Universidade de Brasília.
A experiência profissional das coordenadoras pode ser conferida no link https://aprendervivo.online/
A Escola Digital Aprender Vivo foi criada pelas psicólogas Heloísa Fleury e Marlene Marra e por Isabel Fleury, com experiência administrativa. Surgiu da necessidade de organizar as experiências de muitos anos das coordenadoras, coordenando instituições, organizando e realizando congressos, inclusive internacionais, escrevendo coletâneas de livros numa perspectiva de trazer a prática para os profissionais colocarem suas mãos e recriarem suas próprias técnicas, trabalhando em vários momentos no interior do Brasil onde as especializações não chegam com facilidade (e quando chegam são com custos altos).
A oportunidade criada pelo distanciamento social permitiu que Heloisa, em São Paulo, Marlene, em Brasília, e Isabel, em Ribeirão Preto, atuem em parceria na formação de profissionais para o trabalho com casais, famílias, pessoas e grupos, nas mais diferentes áreas de aplicação e locais.
Ao organizar esse curso, elas revisaram as experiências de atendimento às famílias tanto nos espaços públicos quanto nos privados e os resultados apontaram para uma ressignificação da prática clínica e psicossocial. Foram incorporados nesse curso aspectos socioeducacionais e socioterapêuticos para criar uma prática revitalizada e potencializada, mais sistêmica e não linear, rompendo assim com a fragmentação das especialidades.