22/JUN 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Falso laboratório no Adrianópolis é alvo da operação policial ‘Covid Falso Negativo’

Publicado em 09 de março, 2021

O local realizava testes para Covid-19 apenas com pagamento antecipado, porém, os consumidores não recebiam os resultados dos exames. Foto: Divulgação/PC-AM

Nesta terça-feira (9), foi deflagrada a operação policial “Covid Falso Negativo”, tendo como alvo um falso laboratório, no bairro Adrianópolis, zona Sul de Manaus. A responsável pela ação foi a Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), por meio da Delegacia Especializada em Crimes contra o Consumidor (Decon), com apoio do Conselho de Farmácia do Amazonas (CRF) e a Vigilância Sanitária de Manaus (Visa).

De acordo com o delegado Eduardo Paixão, titular da Especializada, o local apresentava más condições sanitárias e realizava testes para Covid-19 apenas com pagamento antecipado, porém, os consumidores não recebiam os resultados dos exames. No espaço também foi notada a ausência de profissionais aptos para realização de exames, e a empresa não notificava o Sistema Único de Saúde (SUS) e os solicitantes dos testes.

“É triste e revoltante ver que os inúmeros alertas das autoridades sanitárias são tratados com desdém, e que alguns empresários insistem no lucro sem qualquer compromisso com a saúde pública do cidadão, que já sofre com a doença. Um verdadeiro desrespeito com a vida do próprio semelhante”, disse o delegado Eduardo Paixão.

Redes sociais

A autoridade policial ressaltou que os consumidores que se sentirem enganados, formalizem denúncias nos canais oficiais e não apenas em redes sociais, para que os casos sejam investigados e os maus empresários punidos.

“Durante a operação, os investigadores identificaram que o falso laboratório excluiu suas redes sociais que ofertavam os testes de Covid-19, para tentar dissimular a irregularidade flagrada”, finalizou Paixão.

O falso laboratório apresentava más condições sanitárias. Foto: Divulgação/PC-AM

Procedimentos

A empresa foi autuada por inúmeras infrações sanitárias flagradas, poderá perder licença de funcionamento e o proprietário responderá inquérito por crime contra relação de consumo (art. 7, IX da Lei 8137/90), e também por exercício ilegal da profissão (art. 47 do CP).

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