22/JUN 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Estados não precisarão mais guardar doses da CoronaVac, diz Pazuello

Publicado em 19 de fevereiro, 2021

Estados não precisarão mais guardar doses da CoronaVac, diz Pazuello

Estados não precisarão mais guardar doses da CoronaVac, diz Pazuello. Foto: Divulgação

A partir de terça-feira (23/2), com a chegada de mais 4,7 milhões de doses de vacinas para suprir a campanha nacional contra a covid-19, os estados não precisarão mais reter metade das distribuições para garantir a segunda aplicação. A mudança na estratégia vacinal foi anunciada pelo ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, segundo informações da Frente Nacional dos Prefeitos (FNP), que se reuniu nesta sexta-feira (19/2) com o titular da pasta federal.

A justificativa dada pelo ministério é que o fluxo de produção está garantido com a chegada do ingrediente farmacêutico ativo (IFA) das vacinas que estão sendo finalizadas em território nacional. Antes, a chinesa CoronaVac, desenvolvida pelo Instituto Butantan e pelo laboratório chinês Sinovac, precisava ter metade da remessa estocada para que garantir a segunda dose, já que o intervalo máximo entre as aplicações, estabelecido pelo estudo clínico, é de quatro semanas.

Estados

Diferentemente da CoronaVac, a Covishield — conhecida popularmente como a vacina de Oxford/AstraZeneca e produzida no Brasil pela Fundação Oswaldo Cruz — não estava sendo mantida em estoque, já que a segunda dose só está prevista para aplicação após três meses em relação à primeira.

Durante a reunião, o presidente da FNP, Jonas Donizette, reivindicou a priorização dos profissionais de ensino, e a sinalização do ministro foi de que haveria uma adaptação a fim de permitir que, em março, o grupo já seja incluído na estratégia vacinal.

O prefeito de Salvador (BA), Bruno Reis, pediu apoio para que as cidades consigam adquirir vacinas. “Não queremos disputar com o governo federal, mas seria importante permitir que estados e municípios pudessem comprar para garantir a imunização”.

Pazuello pediu calma e garantiu que, existindo a disponibilidade, as compras serão feitas pelo ministério: “Em termos de 15 dias vamos estar produzindo a pleno. E, produzindo a pleno, é vacina na veia todos os dias”, disse.

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