03/JUL 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

UEA celebra as mulheres que produzem ciência na instituição

Publicado em 11 de fevereiro, 2021

Da esquerda para a direita, as profissionais Gisely Cardoso de Melo, Luciane Páscoa e Maria Paula Gomes Mourão. Arte: Divulgação/UEA

Nos últimos oito anos, a Universidade do Estado do Amazonas (UEA) atingiu a marca de 1.138 mulheres (discentes e docentes) que inspiram, representam e desenvolvem pesquisas científicas em diversos campos com excelência e qualidade. Nesta quinta-feira (11), data em que se comemora o Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência, professoras da instituição revelaram a importância da representatividade feminina na ciência e, em especial, na região Norte.

Para a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação (Propesp) da UEA, Maria Paula Gomes Mourão, a ciência é um lugar para todos, inclusive para as mulheres. “Não cabe mais definir os limites, nosso padrão deve ser apenas a boa ciência, e que ela seja realizada pelos que tiverem competência e dedicação”, comenta.

O número de pesquisadores atuantes, na visão da coordenadora de Pós-Graduação Stricto Sensu da Propesp, Patrícia Albuquerque, evidencia seu valor para o país, pois demonstra a capacidade presente no desenvolvimento da ciência. “O envolvimento cada vez maior de mulheres em grupos de pesquisa e em programas de pós-graduação representa uma vitória na busca por igualdade entre os gêneros. Na UEA temos diversos exemplos de mulheres que se destacam em suas áreas de pesquisa, desenvolvendo ciência e formando alunos de pós-graduação com extrema competência”, observa.

Presença ainda é escassa

A docente da Escola Superior de Tecnologia (EST/UEA), Elloá Barreto, é um desses exemplos. Ela declara a relevância em poder inspirar outras mulheres para a pesquisa no Estado do Amazonas, em especial para a sua área, onde a presença feminina ainda é escassa. “É importante inspirar outras mulheres nessa carreira. Precisamos aumentar o número de mulheres nas áreas STEM (Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática, sigla em inglês) que, segundo a Unesco, é de atualmente 35% em nível mundial”, explica.

Elloá enfatiza ainda que cada mulher é essencial para a construção de um novo futuro ligado a pesquisas inéditas e representatividade. “Contar com mais mulheres na pesquisa irá ampliar os horizontes dos problemas a serem explorados, propiciará o desenvolvimento de novas técnicas e tecnologias, além de favorecer maior diversidade no ambiente de pesquisa. Essas mudanças posteriormente também refletirão na melhoria da sociedade, tornando-a mais justa”, afirma.

Elloá Barreto, docente da Escola Superior de Tecnologia (EST/UEA). Foto: Reprodução

Incentivo e oportunidades

Observar o crescimento no número de mulheres que ingressaram no Programa de Pós-Graduação em Letras e Artes (PPGLA-UEA) traz uma sensação imensa de felicidade para Luciane Páscoa, professora da Escola Superior de Artes e Turismo (Esat/UEA). “Tenho apreciado contentemente este crescimento na minha área, assim como também no número de mulheres que obtiveram a titulação do mestrado e que foram aprovadas no doutorado. É um resultado significante”, diz, orgulhosa.

Luciane destaca que é necessário manter sempre a autoconfiança e escolher um tema com afinidade. “A carreira acadêmica é árdua, mas, sobretudo, gratificante”, diz.

Contribuição

Na visão da farmacêutica-bioquímica e professora da disciplina Agentes Infecto-parasitários da Escola Superior de Ciências da Saúde (ESA/UEA), Gisely Cardoso de Melo, a instituição pública incentiva a maneira de desenvolver pesquisa de qualidade e com alicerces, podendo contribuir para a comunidade.

“Hoje eu desenvolvo pesquisas na área de malária e Covid-19. Cursei Farmácia na Universidade Estadual de Maringá, no Paraná. Sempre ficava encantada com o setor da pesquisa, e lá os alunos eram estimulados a participar de projetos. Posteriormente me mudei para Manaus, onde fiz mestrado e doutorado. Mas, desde a graduação era apaixonada pela pesquisa”, conta.

“Ser mulher pesquisadora no Norte é desafiador. Na nossa região, ainda temos escassez de mestres e doutores. Ao mesmo tempo, é bom estar aqui podendo trabalhar e fazer o que eu gosto”, complementa Gisely, que também faz parte do Programa de Pós-Graduação em Medicina Tropical e de Pós-Graduação em Hematologia e Hemoterapia.

Patrícia Albuquerque é coordenadora de Pós-Graduação Stricto Sensu da Propesp. Foto: Reprodução

Data

O Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência foi criado pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) como forma de promover a igualdade de direitos entre homens e mulheres em todos os níveis da educação, principalmente nas áreas de STEM – Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática.

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