22/JUN 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Arthur afirma que energia solar trará lucro para o Município e rechaça boataria

Publicado em 08 de fevereiro, 2021

Arthur Virgílio Neto esclareceu sobre a Parceria Público-Privada firmada no final do seu mandato para fornecimento de energia solar a Manaus. Foto: Divulgação/Arquivo

O ex-prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto, lamentou nesta segunda-feira (8) a rede de falsas notícias que tem sido espalhada nas redes sociais, levando informações deturpadas à população sobre sua gestão na Prefeitura de Manaus. “Tentam desconstruir um trabalho nunca antes feito na capital amazonense, pautado no equilíbrio fiscal e no compromisso com as contas públicas”, disse Arthur, que também esclareceu a Parceria Público-Privada (PPP) firmada no final do seu mandato para fornecimento de energia solar ao município.

“Não pagamos um centavo pra ninguém e a ideia é que, de fato, não se pague. Não se trata de contrato de fornecimento e sim de uma parceria público-privada, onde a prefeitura entra com a cessão de áreas públicas para que a empresa vencedora da licitação monte fazendas de energia solar. Parte da energia gerada será vendida ao município com desconto, ou seja, em vez de pagar para Amazonas Energia passa a se pagar pela energia solar e com um desconto de 10% ao longo da concessão”, explicou Virgílio.

Economia na conta de energia

A projeção é de que a economia na conta de energia da Prefeitura de Manaus seja de R$ 180 milhões, em 27 anos. Segundo Lucas Bandiera, que foi titular da Secretaria Municipal de Administração, Planejamento e Gestão (Semad), na gestão Arthur Neto, o valor do contrato de PPP, estimado em R$ 1,37 bilhão, corresponde ao montante das contas de luz do município que seriam pagas ao longo de 27 anos.

“É importante deixar claro que, por se tratar de PPP, a Prefeitura de Manaus, em tese, não teria obrigatoriedade de pagar nada, uma vez que os terrenos a serem cedidos para a instalação dos painéis solares são de áreas devolutas da União, áreas confiscadas e outras áreas inutilizadas que foram solicitadas do Incra via ofício para, justamente, não se gerar a necessidade de gastos com desapropriação”, esclareceu Bandiera.

Lucas também fez questão de frisar que não faz parte da atual gestão municipal, como foi informado por alguns portais de notícias.

Requisitos legais

O processo licitatório, na modalidade concessão, para fornecimento de energia solar ao município de Manaus foi iniciado ainda pela extinta Secretaria Municipal de Parcerias e Projetos Estratégicos (Semtepi), em 2017, obedecendo todos os requisitos legais, sendo posteriormente remanejado para a Semad e tendo como vencedora a empresa Amazon Watt S.A.

Vale destacar que o projeto foi acompanhando por uma Comissão de seis a oito secretários municipais e que uma Consulta Pública foi realizada na internet, incluindo transmissão ao vivo da reunião com outros órgãos deliberativos, como a Procuradoria Geral do Município (PGM), Agência Reguladora dos Serviços Públicos Delegados do Município de Manaus (Ageman), a empresa Amazonas Energia, Universidade Federal do Amazonas (Ufam), entre outros. A proposta ficou disponível para sugestões e questionamentos do público pelo prazo de 30 dias.

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