Fura fila do Governo e diretora do privilégio podem responder a ação penal. Veja as exonerações

Fura fila do Governo

Fura fila do Governo e a diretora que o colocou em lista estão exonerados. Vacina é para quem está na fila de prioridades do Ministério da Saúde. Foto: Divulgação

O governador Wilson Lima exonerou Gerberson Olivera Lima, funcionário da Casa Civil. Em outro ato, a diretora do hospital Joãozinho, Michele Adriane Pimentel Afonso, também foi exonerada. Gerberson furou a fila de vacinação. Michele foi quem assinou a lista onde ele foi colocado. Os atos vêm com a recomendação de que o caso seja encaminhado ao Ministério Público Federal (MPF) para apurar possível infração penal.

Wilson registrou, nos “considerandos” dos atos, que “tomou conhecimento do fato por meio dos veículos de comunicação”. E não compactua com o comportamento adotado pelos servidores. Ele lembra, no texto: “a autoridade que tiver ciência de irregularidade no serviço público é obrigada a tomar providências para apurar os fatos e responsabilidades, e que as providências de apuração começarão logo após o conhecimento dos fatos”.

No caso de Michele, haverá “procedimento administrativo disciplinar…, a fim de que sejam aplicadas as penalidades previstas na legislação em vigor”.

 

O caso e outros casos

A furada de fila de Gerberson foi denunciada nas redes sociais. Depois, o caso chegou à imprensa. A Secretaria Estadual de Saúde (SES) é responsável pela emissão das listas para vacinação das unidades estaduais. A Prefeitura apenas aplica a vacina.

A juíza Jaiza Fraxe, em nova sentença, emitida nesta segunda (25/01), encontrou “dezenas de funcionários” vacinados na UBS Severiano Nunes. A diretora da unidade, no entanto, afirma que a vacinação não passou por lá.

Jaiza identificou, em perícia feita pelo juízo que preside, 1.421 nomes relacionados como “outros” na lista enviada pela Prefeitura à Justiça e aos órgãos de controle. A vacinação, conforme determinado pelo Ministério da Saúde (MS), que é quem fornece as vacinas, obedece a uma ordem de prioridades.

No primeiro momento, conforme o MS, seriam vacinados apenas profissionais de saúde que atuam na linha de frente do combate à pandemia de coronavírus, idosos com mais de 60 anos e pessoas com comorbidades. A Justiça tem encontrado muitos que não se enquadram nessas prioridades.

CONFIRA O ATO DE EXONERAÇÃO DE GERBERSON

 CONFIRA O ATO DE EXONERAÇÃO DE MICHELE

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