22/JUL 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Usinas geradoras de oxigênio tem capacidade para suprir até 200 leitos de UTI

Publicado em 20 de janeiro, 2021

Usinas geradoras de oxigênio tem capacidade para suprir até 200 leitos de UTI

Usinas geradoras de oxigênio tem capacidade para suprir até 200 leitos de UTI. Foto: Divulgação

Duas das sete usinas geradoras de oxigênio requisitadas pelo Ministério da Saúde para reduzir o impacto da demanda no Estado do Amazonas começaram a ser instaladas nesta terça-feira. Elas darão suporte ao funcionamento das enfermarias de campanha que estão sendo instaladas pelo Exército Brasileiro na área externa do Hospital e Pronto-Socorro Delphina Aziz, unidade de referência para tratamento de Covid-19 em Manaus. As duas usinas geram 26 metros cúbicos de oxigênio por hora e atenderão os 50 leitos clínicos do hospital de campanha.

Além das sete usinas doadas pelo Ministério da Saúde, chegaram a Manaus também outras cinco usinas doadas pelo Sírio Libanês. O carregamento deverá ser encaminhado a cidades do Interior. Juntas, terão capacidade de abastecer aproximadamente 200 leitos de UTI.

A rede de oxigênio do sistema de saúde estadual não estava preparada para o aumento de demanda registrado. O Ministério da Saúde vem realizando a transferência de pacientes de Covid-19, em condição estável, do Amazonas para hospitais de Estados brasileiros que se disponibilizaram a ajudar. O objetivo é possibilitar a redução na demanda e garantir oxigênio e ocupação de leitos de UTI apenas por os pacientes graves.

Crise

Para enfrentar uma crise sem precedentes no sistema de saúde do Amazonas, o Ministério da Saúde realizou um esforço para viabilizar a vinda para o Estado de um total de sete usinas geradoras de oxigênio hospitalar. Elas serão distribuídas entre unidades de saúde da Manaus e cidades do interior.

“Embora não resolvam a situação totalmente, cada usina aumenta a autonomia do hospital e reduz a dependência pelo oxigênio vindo de outras regiões”, diz Nivaldo Moura Filho, do Centro de Operações de Emergência (COE) do Ministério da Saúde e coordenador geral da missão em Manaus. “Elas fazem parte da solução. Cada vida salva faz toda a diferença para o Brasil.”

Requisição

As usinas de oxigênio foram requisitadas pelo Governo Federal. A requisição está assegurada tanto na Constituição Federal quanto na Lei nº 8.080/1990, a Lei do SUS. A previsão é de que as usinas comecem a operar tão logo seja concluída a instalação. Militares do Exército trabalharam na instalação das redes elétricas e dos tanques que compõem as duas usinas.  Outras três usinas vão atender os hospitais Platão Araújo, Francisca Mendes e Instituto de Saúde da Criança do Amazonas (Icam). As duas usinas restantes serão destinadas a outros hospitais a serem definidos.

As estruturas foram transportadas do Rio de Janeiro (RJ) para Manaus, por meio de uma aeronave da Força Aérea Brasileira (FAB). A estimativa é de que as usinas entrem em funcionamento após três dias de instalação, de acordo com o Ministério da Saúde.

“Cada membro das equipes envolvidas nesse esforço de apoio ao Amazonas sabe da importância de cada minuto, de cada decisão, e estão trabalhando com a maior celeridade possível para cumprir as missões e ajudar o povo amazonense”, garante Moura Filho.

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