06/AGO 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Recém-nascidos do Amazonas ficam, depois da avaliação dos riscos da viagem para outros Estados

Publicado em 15 de janeiro, 2021

Recém-nascidos do Amazonas ficam

Recém-nascidos do Amazonas ficam, decide Força Tarefa do Amazonas, formada no Governo Federal. Foto: Divulgação

As 60 crianças prematuras do Amazonas, sob risco nas maternidades por falta de oxigênio, serão mantidas em Manaus. A “Força Tarefa do Amazonas”, criada no Ministério da Saúde (MS), com outros ministérios, tomou a decisão. “Não faltou oxigênio nas maternidades e o transporte neonatal é complicadíssimo”, disse uma pediatra, ouvida pelo portal. Ela não quis se identificar. As crianças seriam transferidas por conta da crise provocada pela nova onda da pandemia de Covid-19.

A médica e presidente da Sociedade Amazonense de Pediatria (Saped), Elena Marta Amaral dos Santos, informou que a prioridade é manter as crianças em Manaus. Ela foi integrada à Força Tarefa esta tarde. “A decisão é mantê-las, e com oxigênio, além de continuar a transferência de adultos”, disse.

Outra amazonense, a pediatra Naiara Melo Fonseca, que trabalha na Secretaria Estadual de Saúde do Amazonas (SES-AM) e está na Força Tarefa, fez um relato dramático do perigo da transferência para os neonatais. Ela retornará a Manaus no domingo e se juntará ao grupo que cuida, especificamente, do tratamento hospitalar dos 60.

A remoção dos bebês para outros Estados criou nova comoção nacional, depois da provocada pela crise de oxigênio. O governador de São Paulo, João Dória, chegou a anunciar que receberia todas as que precisassem de leitos. Dória é o maior inimigo político do presidente Jair Bolsonaro.

A curiosidade é que, na questão do oxigênio, outro desafeto de Bolsonaro, o presidente da Venezuela, Nicolas Maduro, se ofereceu para ajudar o Amazonas.

 

Crise

A crise sem precedentes na saúde do Amazonas tem provocado cenas dramáticas. O oxigênio não chega para todos. Médicos estão indo às redes sociais pedir ajuda para comprar o produto. Há relatos de dramas familiares comoventes ou revoltados, mas todos chocantes.

O diretor do hospital FCecon, médico Gérson Mourão, fechou o pronto-atendimento da unidade e cancelou as cirurgias de ontem (14/01) e hoje para poupar oxigênio. A instituição, que cuida de pacientes com câncer, tem 24 internados precisando de ventilação.

Os prefeitos do interior iniciaram uma corrida por oxigênio. O prefeito de Parintins, Bi Garcia, onde há 90 pacientes Covid-19 internados, comprou uma usina de produção. Ele aumentou a capacidade do hospital de referência em Covid-19, o Jofre Cohen, de 65 leitos para 120, todos dedicados a doentes da pandemia.

Veja mais notícias em Geral

RELACIONADAS

Portal do Marcos Santos
Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.