14/AGO 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Taxa de transmissão aumenta no AM para 1,3: cada 100 pessoas com vírus podem contaminar 130

Publicado em 14 de janeiro, 2021

Taxa de transmissão aumenta no AM para 1,3: cada 100 pessoas com vírus podem contaminar 130

Taxa de transmissão aumenta no AM para 1,3: cada 100 pessoas com vírus podem contaminar 130. Foto: Divulgação

Nos últimos 17 dias, o Amazonas passou a ter uma taxa de transmissão (Rt) do novo coronavírus (Sars-CoV-2) de 1,3, uma das maiores do Brasil, conforme informações divulgadas nesta quinta-feira (14) durante coletiva com o governador do Estado, Wilson Lima, e representantes do Ministério da Saúde, sobre o agravamento da crise da pandemia nas últimas horas.

O monitoramento da taxa é feito pelo Imperial College de Londres, no Reino Unido, e significa que cada 100 pessoas com o vírus no Estado infectam outras 130, a cada 7 dias, conforme dados da Fundação de Vigilância Sanitária (FVS). A Rt havia tido um crescimento em novembro no País, chegando a 1,30, a maior desde o fim de maio, um verdadeiro tsunami. Há três dias, a Rt do Amazonas estava em 1,13.

Entre as razões para a aceleração da taxa estão o relaxamento às medidas de proteção, como a higiene das mãos, o uso da máscara, o distanciamento social e as aglomerações, em especial as festividades de final de ano, e a possibilidade de circulação de nova variante do vírus identificada no Amazonas.

AM tem segunda maior taxa

Simbolizado por Rt, o “ritmo de contágio” é um número que traduz o potencial de propagação de um vírus: quando ele é superior a 1, cada infectado transmite a doença para mais de uma pessoa e a doença avança.

Ainda segundo os dados, o Amazonas teve um aumento de 20 vezes mais casos de internações de Síndromes Respiratórias Agudas Graves (SRAG) comparando 2020, que somou mais de 22 mil casos, contra 1.200 registrados em 2019. Dos casos registrados, 2% evoluem para óbito, seguindo a média nacional.

A taxa de ocupação de leitos clínicos e de Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) está em mais de 90%. O primeiro caso registrado no Amazonas foi em 13 de março de 2020, com o primeiro pico atingido no final de maio. Atualmente o Estado vive um segundo pico, com alta taxa de transmissão e infecção, e expansão da pandemia sem precedentes, com oscilações entre os meses de setembro e outubro.

Em Manaus, que concentra os números de mais casos e óbitos nesta segunda onda, percebe-se mudança de infecções por bairros. No ano passado, os mais atingidos ficavam nas zonas Sul e Oeste. Na última quinzena, bairros mais populosos, como a Cidade Nova, tem elevada incidência da Covid.

Números

No dia 7 de janeiro, o governador do Amazonas, Wilson Lima, prorrogou por mais 180 dias (seis meses) o estado de calamidade pública no Amazonas, depois que hospitais do estado voltaram a ficar lotados com pacientes de covid-19. Na sexta-feira (8), o estado confirmou a morte de mais 54 pessoas pela doença, sendo que 43 delas faleceram nas últimas 24 horas.

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