
Pacote em UTI fora de Manaus está fora do alcance da maioria e pessoas conhecidas, como o escritor Márcio Souza (foto), têm dificuldade em encontrar leitos
A pandemia de coronavírus cria situações inusitadas. Há notícias de que oxigênio hospitalar, um produto essencial para pacientes com Covid-19, está faltando em Manaus. Os leitos são raros, dentro e fora de UTI. “A possibilidade de que pessoas venham a morrer em porta de hospital é real”, disse um médico que trabalho dentro da pandemia.
A esposa de um médico, desesperada e sem achar leito nas UTIs da capital amazonense, conseguiu pacote em um dos maiores hospitais do País. Cobraram R$ 500 mil e mais R$ 150 mil do valor da UTI Aérea. “O pacote tem preço especial, porque ele é médico, e há 25 pessoas na frente dele esperando leito na UTI desse hospital”, disse uma fonte do portal.
O Governo do Estado tem promovido verdadeira correria, implantando novos leitos. O secretário estadual de Saúde, Marcellus Campêlo, chegou a admitir, em entrevista ao jornal A Crítica, que ou o aumento de novos casos/dia é freado ou as autoridades perderão a corrida para a pandemia.
O Amazonas é notícia nacional pela internação em UTI e intubação do cantor Zezinho Corrêa, intérprete do sucesso internacional “Tic-Tic-Tac”. David Assayag, intérprete de “Vermelho”, e o irmão, Marcos, também estão em UTI, mas não foram intubados.
O escritor Márcio Souza, outro nome conhecido nacionalmente, está à espera de leito, no hospital da Unimed. Há uma mobilização de amigos para ajudá-lo. Todos estão com Covid-19.
Jornalista, dramaturgo, editor, roteirista e romancista, Márcio Souza é ex-presidente do Conselho Municipal de Cultura, hoje presidido pelo também escritor Tenório Telles. Foi diretor do Departamento Nacional do Livro e presidente da Fundação Nacional de Arte (Funarte). Trabalhou como professor assistente nas universidades de Berkeley e escritor residente nas universidades de Stanford, Austin e Dartmouth.
Márcio Souza é autor de peças teatrais, roteiros e livros de sucesso. Escreveu, entre outros, “Galvez – Imperador do Acre”, “Mad Maria”, “A expressão amazonense”, “A resistível ascensão do boto tucuxi”, “A ordem do dia” e “O empate contra Chico Mendes”. São mais de 38 obras reconhecidas.
O ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello, promete que o Amazonas será o primeiro Estado a ter vacinação em massa. O anúncio oficial do início do processo, até o dia 20/01, é aguardado a qualquer momento.
Veja mais notícias em Cidade