
Amazonas tem recorde de internações, desde que iniciou a pandemia, numa demonstração de que segunda onda pode ser maior que a primeira. Foto: REUTERS/Phil Noble
O Amazonas registrou, neste domingo (03/01), 159 hospitalizações por Covid-19. No auge da pandemia, nos meses de abril e maio, o maior número de internados, em 24 horas, foi de 105 pacientes. O recorde foi informado no Boletim Diário de Covid-19 da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-AM).
A explosão de internações ocorre em meio à discussão, administrativa e jurídica, quanto ao fechamento de atividades não essenciais. A liminar, pedida pelo Ministério Público do Amazonas (MPAM) e concedida pelo juiz Leoney Figliuolo Harraquian, dia 02/01, começou a ser cumprida pelo Governo do Amazonas. Ontem (04/01), o desembargador Délcio Santos negou Mandado de Segurança para a suspensão da liminar.
Tudo indica que a Procuradoria Geral do Estado (PGE) não vai recorrer da decisão. “O Estado respeita o entendimento do Ministério Público do Estado e do Judiciário quanto à necessidade de conter o avanço do novo coronavírus, que continua pressionando a rede de atendimento à saúde”, diz nota distribuída ontem pela assessoria.
Há também uma corrida para tentar evitar o colapso do sistema de saúde estadual. O Plano de Contingência para o Recrudescimento da Covid-19 já soma mais 409 leitos só nos últimos dez dias.
O governador Wilson Lima anunciou que vai discutir medidas para reduzir o impacto da crise econômica provocada pela pandemia. As restrições provocaram reações dos segmentos de comércio e serviços, que sofrem prejuízos.
Os novos 409 leitos para Covid-19 estão distribuídos em cinco unidades de saúde. A Secretaria de Estado de Saúde (SES) coordenou uma grande força-tarefa e conseguiu aumentar 90 leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e 319 leitos clínicos, em pouco mais de uma semana.
Hospital e Pronto-Socorro (HPS) 28 de Agosto, Platão Araújo, Delphina Aziz, Hospital Universitário Getúlio Vargas (HUGV), Fundação Centro de Controle de Oncologia do Amazonas (FCecon) e Hospital Beneficente Portuguesa são as unidades acionadas.
O resultado supera em 40% a meta de ampliação de vagas de UTI prevista na terceira fase do Plano de Contingência para o Recrudescimento da Covid-19. A meta inicial era de 64 novos leitos de terapia intensiva para Covid, em hospitais e prontos-socorros da rede estadual, mas já alcançou 90 UTIs.
O 28 de Agosto aumentou, em dez dias, de 12 para 40 o número de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI). A unidade também já conta com 119 leitos clínicos, conforme a última atualização da SES, registrada no sábado (02/01)
O Hospital Delphina Aziz, pela primeira vez desde a inauguração, disponibiliza 384 leitos hospitalares. A unidade colocou em funcionamento mais dez leitos de UTI, chegando a 150, e mais 234 leitos clínicos. No HUGV já são 56 leitos, sendo 24 de UTIs para pacientes com Covid-19.
Foram abertos também 23 leitos na Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado (FCecon) e estão previstos mais leitos no HPS Platão Araújo, Fundação de Medicina Tropical Dr. Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD) e Instituto da Mulher Dona Lindu, estes dois últimos para atender pacientes com o perfil das unidades.
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