
Fogos de artifício estouram, como é tradição no Réveillon, mas a Ponta Negra (foto), como um símbolo da pandemia, estava deserta. Fotos e vídeos: Tereza Cidade
A Ponta Negra, que há décadas é o local mais procurado pelos moradores de Manaus para a virada do Ano, ficou vazia no Réveillon de 2021. Para evitar aglomerações por conta da pandemia, a Prefeitura suspendeu a queima de fogos na praia e espalhou a celebração pelos bairros de Manaus.
A tradicional cerimônia de passagem podia ser vista espalhada por vários pontos da cidade. O “reanimar” e “despertar”, que são o significado de Réveillon em francês, teve que ser contido, mas não deixou de existir. O Governo do Estado tem um decreto para contenção da nova onda de coronavírus e restringiu os eventos na cidade. O governador Wilson Lima ainda não respondeu ao pedido dos ministérios público Estadual e do Trabalho, além das defensorias públicas do Amazonas e da União, para voltar ao decreto anterior, que revogou depois de manifestações pela cidade.

Houve pontos de fogos por toda a cidade
Do alto de prédios, era possível acompanhar o estouro dos fogos em vários pontos da cidade. A zona Norte teve destaque.
Na Ponta Negra, a virada de ano só não passou despercebida porque o hotel Tropical Executive fez uma queima de fogos particular. A orla fluvial, sempre muito disputada pelos iates, desta vez estava praticamente vazia. A praia, que reúne grandes multidões, está interditada depois que, com a flexibilização das medidas após a primeira onda, passou a receber multidões.
A avenida Coronel Teixeira, antiga Estrada da Ponta Negra, sempre engarrafada nos anos anteriores, estava vazia, com poucos carros circulando. A estratégia da Prefeitura, de afastar o povo, deu certo.
Os especialistas afirmam que entre cinco e sete dias depois de grandes eventos aparecem os sintomas de Covid-19 nos que se expuseram. Isso significa que entre 05/01 e 07/01 as estatísticas devem mexer porque, apesar das recomendações, muitos eventos foram mantidos.
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