
Decreto do governo para conter a disseminação do novo coronavírus nas festas de fim de ano vigora entre os dias 26 de dezembro e 10 de janeiro. Foto: Diego Peres/Secom/Divulgação
Durante o anúncio realizado nesta quarta-feira (23) das medidas de restrição para conter o avanço da Covid-19 no período das festas de fim de ano, o governador Wilson Lima destacou que a fiscalização da Secretaria de Segurança Pública diante de eventos clandestinos pela capital e no interior será mais rigorosa, e essa determinação será publicada em decreto.
“Os eventos clandestinos serão fechados, os equipamentos de som recolhidos, assim como bebidas e outros acessórios e instrumentos que estejam sendo utilizados para a realização desses eventos”, avisou Wilson Lima, durante a coletiva de imprensa, na sede do governo.
Não haverá lockdown na capital neste período, mas bares, restaurantes, lanchonetes e lojas de conveniência deverão fechar a partir do próximo sábado (26) até o dia 10 de janeiro de 2021, obedecendo o decreto que deve ser publicado ainda nesta quarta-feira.
Comércios que oferecem serviços não essenciais vão funcionar por meio de sistema drive-thru e delivery até às 21h, a exemplo do que aconteceu durante o pico da pandemia. Os shoppings também deverão adotar novamente esse sistema.
Feiras e mercados vão abrir com horários que ainda serão estabelecidos e os espaços públicos estarão fechados.
Estão proibidos eventos, casamentos e formaturas, e reuniões comemorativas deverão ser suspensas.
Continuarão abertos estabelecimentos com serviços essenciais, como padarias, supermercados, farmácias, vendas de gás, água e hotéis. Os restaurantes dos hotéis vão atender apenas os seus hóspedes.
Os serviços de transporte intermunicipais estão mantidos, mas será reforçado o trabalho de fiscalização para respeitar a quantidade máxima de ocupação dessas embarcações. As atividades da Indústria serão mantidas também.
O governador enfatizou que todas as medidas têm sido avaliadas junto ao comitê de enfrentamento à Covid-19 para adoção de medidas que preservem a vida da população.
“O comitê irá se reunir com representantes do comércio, da indústria, para que a gente termine de formatar o decreto que deve ser publicado para começar a valer a partir do dia 26. Tenho conversado muito com os membros do comitê, com o pessoal da Vigilância em Saúde, monitorando e entendendo quais medidas devemos tomar e que ações são necessárias para conter a disseminação do vírus, preservando a vida das pessoas, mas encontrando um equilíbrio de funcionamento mínimo das atividades econômicas”, destacou o governador.
Essas medidas que vão vigorar entre 26 de dezembro e 10 de janeiro foram tomadas após avaliação do Comitê de Enfrentamento à Covid-19 do Governo do Amazonas, com base nos dados epidemiológicos da doença no estado apresentados pela Fundação de Vigilância em Saúde (FVS-AM). Esses dados mostram elevado número de casos da doença e ocupação dos leitos clínicos e de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) na rede hospitalar estadual e privada de saúde.
“Nos últimos dias constatamos um aumento significativo dos casos do coronavírus no Estado, sobretudo na ocupação da rede pública de saúde. Estamos baixando um decreto para restringir algumas atividades, e precisamos de 15 dias para que a gente diminua a taxa de transmissão”, explicou o governador.
A Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM) já trabalha na terceira fase do Plano de Contingência para o enfrentamento da Covid-19. Nesta fase está previsto o incremento de 63 leitos de UTI e 234 leitos clínicos exclusivos para Covid-19 nos hospitais que integram a rede estadual de saúde e a rede complementar. No último final de semana, foram abertos mais 20 leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) no Hospital de referência Delphina Aziz.
Na nova etapa serão instalados mais 10 leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) no Delphina Aziz, além de aumento de leitos clínicos e de UTI nos prontos-socorros Platão Araújo, João Lúcio e 28 de Agosto, nos hospitais Getúlio Vargas, Instituto da Criança (Icam), Geraldo da Rocha e Beneficente Portuguesa, além das fundações de Medicina Tropical e Adriano Jorge.
Na entrevista coletiva desta quarta-feira (23) foi anunciado que o Ministério da Saúde enviará mais 40 respiradores e 100 monitores para unidades de saúde do estado.
O Plano de Contingência, em operação desde novembro, consiste na organização da rede para o momento de recrudescimento da doença e está previsto para operar em cinco fases, de novembro a junho, que coincide com o período sazonal das Síndromes Respiratória Aguda Grave (Srag) no Amazonas.
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